A obesidade é uma doença de doenças segundo reportagem do jornal A Tribuna, no Dia Nacional de Prevenção e Internacional de combate ao sobrepeso, sexta-feira (11). O Ministério da Saúde confirma que pelo menos 20% dos brasileiros são obesos. O mesmo problema atinge vários países. Entretanto, o Brasil está alcançando a taxa de obesidade dos países ricos. Mais de um quinto da população brasileira é obesa, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (10) e publicada no portal UOL.

No Brasil é uma epidemia que combina obesidade e subnutrição. Os grandes vilões dessa história são a má alimentação e o sedentarismo.

Consumir alimentos industrializados -- saborosos e disponíveis -- associado à pouca atividade física, potencializam outros fatores de risco como stress, questões genéticas, metabolismo, etc. Por conta dessa complexidade, a obesidade é classificada como uma doença multifatorial.

Doença tem motivo

Nayara Cavalcanti, coordenadora do curso de Nutrição da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), explica que o obeso não é obeso porque quer: "Ele é doente por algum motivo", e não por não ter vergonha, força de vontade ou por não se esforçar.

Entre as doenças que podem advir da obesidade, Mario Carra, presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolia, lista: "Hipertenção, diabetes, arteriosclerose que leva ao infarto, câncer, distúrbio do sono, doenças orteoarticulares, e apinéia".

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O sedentarismo foi acentuado em nossa sociedade com o processo de industrialização. Tecnologia, sedentarismo e má alimentação fazem parte do tripé que levou a um aumento da população obesa a partir da década de 50.

Alguns hábitos simples podem queimar muitas calorias: ir à pé para o trabalho, à padaria, subir escadas, entre outros. Ter apenas um telefone em casa fazia com que as pessoas deixassem de ganhar até dos quilos por ano, segundo pesquisa apontada por Alexandre Galvão, professor do curso de Educação Física da Universidade Santa Cecília (Unisanta).

No mundo todo a questão da obesidade tem os líderes e os países com menor índice desse problema. Nos EUA, os obesos são 36% da população adulta, campeões mundiais. Perto, em segundo lugar, vem a Arábia Saudita, com 36,2%. No Brasil, 25,4% das mulheres são obesas; os homens somam 18,5%. Entre os países onde esse problema é mínimo, estão o Japão (4,3%) e a Índia (3,9%).

Para a OCDE a obesidade reduz a riqueza de um país, com maiores gastos econômicos para tratar da diabetes, problemas cardiovasculares e outros decorrentes do excesso de peso.

Segundo a instituição, o sobrepeso irá reduzir o PIB dos países membros da OCDE em 3,3% entre 2020 e 2050. No Brasil, o impacto será de 5,5% do PIB.

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