Já se encontra na Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a solicitação do Instituto Butantan de São Paulo, para uso de emergência da vacina CoronaVac, contra a Covid-19. A solicitação para aplicação da Coronavac na população brasileira foi feita nesta sexta-feira (8) pelo Butantan, que vem produzindo o imunizante em conjunto com o laboratório chinês Sinovac.

Conforme o G1, o Instituto Butantan, realizou um encontro online sobre esta emergência, às 9h34 desta sexta-feira (8). A instituição pede urgência no uso de 6 milhões de doses prontas da China. O G1 segue afirmando que a Anvisa responderá ao Instituto num prazo de dez dias, caso não haja necessidade de juntar outros documentos neste processo.

Nesta perspectiva, a instituição centenária lançará mão de nova solicitação à Anvisa, para aplicação das doses vacinais que estão sendo envasilhadas em São Paulo.

Grupo multidisciplinar de vacina

Na Anvisa, um grupo de trabalho multidisciplinar, incluindo especialistas em registros de produtos, monitoramentos medicamentosos e controladores, será responsável pela verificação desses documentos de emergência. Neste processo de autorização, a Anvisa considera ainda como item preponderante a conclusão do estudo sobre a eficácia do produto apresentado.

São Paulo deve ter vacina dia 25 de janeiro

Nesta quinta-feira (7), o governador de São Paulo, João Dória (PSDB/SP), que pretende iniciar vacinação no estado no dia 25 de janeiro, anunciou que estudos com 13 mil voluntários apontaram eficácia da CoronaVac em 78% na terceira fase de testes, dos casos leves da Covid-19 no Brasil.

Dória pretende alcançar nove milhões de pessoas imunizadas dentro dos grupos prioritários desta pandemia. No que se refere aos casos graves e moderados, o governador de São Paulo informou taxa de eficácia em 100%.

Isso significa, conforme avaliações, que não ocorreram casos graves, considerados mortes, por exemplo, e moderados entre as pessoas que foram vacinadas nos testes com a CoronaVac.

Ministério da Saúde compra vacina

O site agenciabrasil informa que frente ao desafio de combater o novo coronavírus, o Ministéro da Saúde anunciou nesta quinta-feira (7) a celebração de contrato de emergência com o Instituto Butantan, para comprar 100 milhões de doses da vacina CoronaVac. Estão previstas inicialmente a aquisição de 46 milhões de doses, com previsão de novo contrato para mais 54 milhões de porções deste imunizante.

Esta forma de obtenção desse produto foi a opção adotada pelo Ministério da Saúde, que apontou falta de recursos orçamentários para comprar as 100 milhões de doses totais do medicamento.

De acordo com o UOL, A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, pediu análise emergencial à Anvisa para o uso de dois milhões de doses da vacina produzida pela Universidade de Oxford, em união com o laboratório Astrazeneca. O registro definitivo para vacinação em massa deve ocorrer até o dia 15 de janeiro.

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