O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, se manifestou sobre o caso da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, que foi assassinada pelo ex-marido. O ministro divulgou uma nota onde lamenta que no Brasil ainda existam crimes contra a mulher e classificou o episódio como um ato covarde por parte do assassino.

O caso aconteceu no último dia 24 de dezembro, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Viviane trabalhava no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), e foi assassinada na frente das filhas pelo engenheiro Paulo José Arronenzi, que não fugiu do local e nem resistiu à prisão.

Na delegacia, o autor do crime permaneceu calado e disse que só iria falar em juízo.

Em nota, Fux disse que mulheres que são vítimas da violência, e que sofrem agressões na frente dos filhos, sem ter a mínima possibilidade de se defender dos ataques covardes deferidos pelos agressores, se fizeram presente mais uma vez na véspera de natal. Ele disse também que o caso da juíza Viviane acabou invadindo a vida de outras pessoas que sofrem com a mesma situação. Para ele, a reflexão sobre os casos de violência contra a mulher deve ser feita cada vez mais no intuito de buscar medidas que possam de fato proteger as mulheres contra todo tipo de violência.

Fux ressaltou que todos estão sentindo a perda de Viviane e pensando sobre que poderia ser feito para evitar que ela se tornasse mais uma vítima de feminicídio. Ele pontuou que o silêncio entre as pessoas precisa ser transformado em atitudes positivas, com o objetivo de defender as mulheres adultas e jovens, para o Brasil se desenvolver de forma saudável.

Gilmar Mendes pede prioridade para resolver casos de feminicídio

O ministro Gilmar Mendes também falou sobre o caso envolvendo a morte da juíza Viviane através das redes sociais. Mendes disse que medidas devem ser tomadas para combater crimes como estes que tem virado rotina na vida das mulheres. Ele disse também que o assunto deve ser tratado como prioridade e assim encontrar uma solução o mais rápido possível.

Presidente do STJ lamenta morte de juíza

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, também repudiou o crime contra a juíza e reiterou que foi um ato brutal. Martins disse que crimes contra mulheres são tratados de forma igualitária, deixando de lado, idade, condição econômica e social, olhando apenas como mais uma vítima do feminicídio.

O ministro ressaltou que crimes cometidos contra a mulher não se limitam a um só povo ou nação, pois é um papel de todos, seja homem ou mulher, de lutar para combater este tipo de crime. Martins mencionou a educação, fraternidade e justiça como meio de erradicar a violência doméstica contra mulheres.

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