Nesta sexta-feira (8), a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) solicitou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o aval para uso emergencial da vacina de Oxford/AstraZeneca. Principal aposta do Governo de Jair Bolsonaro para controlar o avanço da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a vacina foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e sua eficácia no Brasil é de 70%.

A resposta autorizando ou não poderá sair em até 10 dias, segundo estimativas da Anvisa. No entanto, poderá haver mudanças no prazo, caso a Anvisa peça novas informações ao laboratório no decorrer do processo.

A Anvisa também informou que a triagem do processo documental ocorrerá nas primeiras 24h e caso haja informação faltando serão solicitadas informações adicionais ao laboratório responsável.

Na última segunda-feira (4), a Anvisa solicitou que a Fiocruz fornecesse provas de que a vacina produzida pelo Serum Institute da Índia era a mesma que estava sendo utilizada no Reino Unido.

Apesar do governo indiano vetar a venda de vacinas por suas farmacêuticas, a Fiocruz conseguiu comprar cerca de 2 milhões de vacinas das fabricantes indianas pelo valor de R$ 59,4 milhões.

Ministro diz que vacina contra Covid-19 será aplicada janeiro

Atualmente, o governo brasileiro sofre com as pressões para que a campanha de vacinação seja iniciada o mais breve possível no país.

De acordo com Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, a perspectiva mais otimista é que a vacinação tenha início no próximo dia 20 de janeiro.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) receberá ainda neste mês insumos para completar a produção de aproximadamente 100 milhões de doses do imunizante. No entanto, as primeiras doses estarão disponíveis apenas em fevereiro.

Para o segundo semestre a fundação estima a fabricação de mais 110 milhões de unidades da vacina de Oxford/AstraZeneca para continuar com o processo de combate a Covid-19 no país.

Governo Bolsonaro aposta na vacina de Oxford

Como o governo federal está apostando no imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e produzido pela farmacêutica AstraZeneca, devido ao armazenamento (2 a 8 graus) semelhante ao utilizado pela rede de frios do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, a pretensão é de conseguir as vacinas e para aplicar em cerca de 50 milhões de brasileiros que fazem parte do grupo de risco possam ser imunizados/tratados ainda neste primeiro semestre.

O jornal O Estado de S. Paulo informou que o governo federal já investiu cerca de R$ 2 bilhões em compras de doses contra a Covid-19, bem como nas transferências de tecnologia para a Fiocruz.

Comunidade científica ainda tem dúvidas sobre a vacina de Oxford

A comunidade científica acredita que existe falta de transparência quanto a dosagem da vacina de Oxford/AstraZeneca. Ainda há dúvidas sobre os resultados da aplicação em pessoas acima dos 55 anos. Segundo informações do jornal Estadão, um erro na dosagem levou a resultados diferentes na eficácia da vacina: aplicando duas doses completas a eficácia foi de 62% e chegou a 90% quando aplicada meia dose seguida de uma outra dose completa. Com números duvidosos, os cientistas aguardam mais esclarecimentos sobre o imunizante britânico.

Segundo a médica Lily Yin Weckx, responsável pela coordenação do estudo clínico da vacina no país, a primeira dose da vacina mostra eficácia média de 70%, mas o estudo ainda continua durante este ano de 2021, quando serão monitoradas a persistência dos anticorpos, da segurança e da proteção. De modo geral, Weckx disse em entrevista ao Estadão que a vacina é segura e pode fazer diferença no combate à Covid-19.

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