A Itália programou várias atividades para reverenciar Leonardo Da Vinci: em Roma, há uma exposição que dá ênfase à produção científica do pintor. Em Veneza, outra exposição mostrará ao público alguns desenhos raros de se ver. Entre eles está o famoso O Homem Vitruviano.

Talvez em Florença esteja um dos mais impressionantes legados de Leonardo, o "Codex Atlanticus", livro com cerca de 1.000 páginas em que o gênio italiano fez anotações sobre biologia, astronomia e química. Na cidade florentina, a Galeria Uffizi mostrou o Codex Leicester, reunião de esboços e desenhos feitos entre 1508 e 1510, que foi adquirido por Bill Gates por US$ 30 milhões em 1990.

Acrescentando mais uma curiosidade: a Rainha Elizabeth II da Inglaterra é a maior possuidora de itens ligados a Leonardo, com mais de 500 desenhos em sua coleção. Parte desse acervo será exibida a partir do fim do mês de maio no Palácio de Buckingham.

As exposições e homenagens correm Mundo afora por países como Itália, França, Brasil e os Emirados Árabes Unidos.

Em 2 de maio de 1519, as artes, o Renascimento e as cortes perdiam a genialidade, a inventividade e a visão ímpar do maior artista da época: Leonardo da Vinci.

Até hoje, muito do que vivemos ou presenciamos em nosso cotidiano tem o dedo ou o desenho sugerido por Leonardo.

Pintor, engenheiro, inventor, músico, botânico, matemático e arquiteto, o gênio italiano nascido numa cidade próxima à Florença nunca conheceu uma fronteira clara entre o que é arte e o que é ciência. Desbravou ambas as categorias com bastante desenvoltura.

À frente do tempo

O motivo para tantas recordações e comemorações em torno de Da Vinci está em seus projetos e na maneira inovadora de criar equipamentos e objetos que, ao longo dos últimos 500 anos, são bastante atuais.

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Como, por exemplo, o primeiro protótipo de um robô feito em 1495, apresentado durante uma festa organizada por Ludovico Sforza. Dois anos antes, o gênio renascentista desenhou um meio de transporte, o qual batizou de “parafuso aéreo”. Na realidade, era o germe do futuro helicóptero. Imaginando que o parafuso desse certo, Da Vinci pensou em outro objeto que pudesse oferecer segurança aos pilotos do “pré-helicóptero” e criou o paraquedas.

Entretanto, sua cabeça não pensava no ar. Ele tinha também projetos e desenhos desenvolvidos para terra firme.

Haja vista que vislumbrou o tanque de guerra – nos moldes daquela época, se pensarmos em design; mas é fato que o modelo concebido por Leonardo é semelhante aos fabricados pela indústria armamentista moderna. Outro invento bem inovador foi o canhão de 33 canos para aumentar a eficiência e o poder da nação que o utilizasse.

As invenções do italiano são várias, como um equipamento de mergulho com a finalidade de pegar de surpresa o inimigo - nesse projeto, ele previa uma roupa de couro com viseira de vidro e tubo para respiração - e o refrigerador, tão comum em nossas casas.

Seus tantos mistérios

Leonardo da Vinci morreu na cidade francesa de Amboise, vale do Loire. Morou na França por três anos a convite do Rei Francisco I. O pintor italiano está sepultado na mesma casa oferecida pelo monarca como habitação, o Castelo de Clos Lucé. Mesmo sabendo da concorrência de jovens artistas como Rafael e Michelangelo, Da Vinci era incansável e trabalhava num projeto de uma “cidade ideal” situado na localidade de Romorantin. Por causa de sua morte, ele não conseguiu concluir o projeto.

Além de alimentar as perguntas instigantes em torno da Monalisa, como qual a sua identidade, se realmente ela está sorrindo e outras questões relativas à vida privada do mestre do Renascimento, estudiosos levantaram outro mistério acerca de Leonardo. Uma publicação britânica na área médica sugere que o pintor teve paralisia na mão direita motivada por uma lesão no nervo ulnar. Essa hipótese é diferente daquela pregada de que tal lesão foi provocada por um derrame cerebral.

Os médicos estudaram um retrato de Leonardo da Vinci feito por outro artista italiano do século XVI, Giovanni Ambrogio Figino.

Nele, é possível ver o braço direito de Da Vinci envolto por uma roupa (fazendo as vezes de uma echarpe) e parte de sua mão com os dedos ligeiramente tortos e virados para o alto.

Mesmo com esse problema, Da Vinci, que era ambidestro, continuou com seus trabalhos, lecionando, criando e desenhando. Uma máquina criativa.

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