Depois de uma campanha marcada pelo discurso de mudanças, o governo Bolsonaro começa seu mandato implementando medidas que visam dar cara à sua linha de gestão.
Alteração na estrutura dos ministérios
Na disputa eleitoral, o capitão havia prometido a diminuição de 29 para 15 ministérios. Entretanto, foi confirmado o novo desenho da esplanada com o número de 22 pastas. Dentre as lideranças escolhidas, Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, já acumula diversas polêmicas por suas declarações conservadoras.
Criação de cargos de articulação no legislativo
O ministério da Casa Civil terá secretários oficialmente constituídos na Câmara e no Senado. Com isso, o governo espera facilitar o diálogo do Executivo com o Legislativo, colaborando para uma gestão mais harmônica. Onix Lorenzoni é o responsável pela pasta.
Ministério da Agricultura com o poder de demarcar as terras indígenas
A Funai e o Serviço Florestal Brasileiro estarão sob a responsabilidade de Tereza Cristina, ministra da Agricultura e grande nome da bancada ruralista no Congresso.
Mais de 15% do território nacional é demarcado como terra indígena e quilombolas. Menos de um milhão de pessoas vivem nestes lugares isolados do Brasil de verdade, exploradas e manipuladas por ONGs. Vamos juntos integrar estes cidadãos e valorizar a todos os brasileiros.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 2 de janeiro de 2019
Novo valor do salário minimo
Jair Bolsonaro assinou decreto, já publicado no Diário Oficial, que fixa o salário mínimo em R$ 998. O valor anterior era de R$ 954 e o governo Temer estimava uma aumento para R$ 1.006.
Possibilidade de não diplomatas assumirem cargos de Chefia no Itamaraty
Depois de confirmar Ernesto Araújo como ministro de Relações Exteriores, Jair Bolsonaro aplicou mudanças que permitem profissionais fora da carreira de diplomata assumirem cargos de chefia na pasta. A mudanças, para o governo, visa enfraquecer a suposta ideologia de esquerda presente na área.
Mudanças na estrutura interna dos órgãos ministeriais
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras, mais conhecido como Coaf, passou do Ministério da Fazenda para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Assim, Sergio Moro, atual ministro da pauta, terá bastante influência no órgão que recentemente revelou estranhas movimentações bancárias envolvendo Fabrício Queiroz, antigo funcionário de Flavio Bolsonaro. Outra mudança interna é que Comissão de Anistia será incluída no Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos.