A Terra esconde muitos mistérios e ainda bem que existem arqueólogos para desvendar, aos poucos, parte deles.

Nas escavações das areias do Egito, uma missão arqueológica anunciou, na quinta-feira, (08/04/2021) a descoberta de uma cidade inteira na região de Luxor, cerca de 500 quilômetros ao sul do Cairo.

O contentamento é tão grande que, entre os especialistas da área, o achado já tem o nome de “a cidade dourada perdida”. Segundo o arqueólogo e ex-Ministro de Antiguidade do Egito, Zahi Hawass, a equipe de escavação detectou, primeiramente, certas formações de adobe.

Motivados, eles continuaram a trabalhar até chegarem a uma cidade em bom estado de conservação, “com paredes quase inteiras e cômodos cheios de ferramentas da vida cotidiana. É a maior cidade do antigo Egito”, disse Zahi.

De acordo com objetos encontrados dentro da “cidade perdida”, calcula-se que ela tenha 3.000 anos de existência. Isso porque um selo de argila com as inscrições “gm pa Aton” foi identificado no local. A tradução dessas palavras corresponderia a “o domínio do deslumbrante Aton” e teria relação com o faraó Akhenaton. Seu antecessor foi Amenófis III, o qual governou o reino do Egito por quase 40 anos, marcando um período de opulência e de grandes construções, como os Colossos de Memnon – duas grandes estátuas que retratam o próprio faraó Amenófis e sua esposa.

Tudo indica que o local também foi utilizado por Tutancâmon.

Indo mais fundo

As escavações no deserto duraram mais ou menos sete meses e a meta inicial da equipe era encontrar o templo mortuário de Tutancâmon.

Em nota divulgada, os arqueólogos escreveram que a descoberta revelou uma organização social interessante, pois possuía bairros compostos por residências e edificações de finalidade administrativa.

Ademais, eles se depararam com outros estabelecimentos: por exemplo, uma padaria (dotada de fornos), uma praça de alimentação, um cemitério e uma oficina.

Com relação a objetos, a missão diz ter encontrado joias, amuletos em formato de escaravelho, tijolos de barro e vasos de cerâmica colorida.

Segundo a professora de arte e arqueologia egípcia, Betsy Bryan, da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos), a cidade perdida “nos dará um raro vislumbre da vida dos antigos egípcios na época em que o império foi mais rico”.

Luxor é uma área onde se localiza o Vale dos Reis e o grupo de arqueologia mantém o otimismo referente a novas descobertas tanto dentro da cidade desenterrada neste ano, quanto a novos achados na região.

A expectativa dos especialistas corre em direção a outro achado na “cidade dourada”: uma sequência de túmulos, aos quais chegava-se por meio de “escadas esculpidas na rocha”. Essa descrição possui boa semelhança com os túmulos encontrados no Vale dos Reis. Dentro desses túmulos, os arqueólogos esperam por objetos e outros tesouros.

No entanto, o que deixou mais intrigados os cientistas foi o surgimento de um túmulo, cujo indivíduo estava com os braços estendidos ao longo do corpo e joelhos atados com uma corda.

Não se sabe a origem ou a identidade da referida pessoa.

A empolgação no mundo da História e correlatos justifica-se não só pelo referido Colosso mencionado anteriormente ou pelo desenvolvimento, mas pelo fato de Amenófis III ter herdado um Egito no apogeu. Quando subiu ao poder, ele dominava uma região que ia do Rio Eufrates (atual Iraque) até o Sudão.

Para o governo do atual Egito, isso pode representar (a médio e longo prazos) uma injeção de ânimo no ramo do Turismo, já que por causa de instabilidades na política interna e o movimento da Primavera Árabe em 2011, afugentou visitantes estrangeiros interessados em apreciar o patrimônio e o esplendor do Império dos Faraós.

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