O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, foi entrevistado nesta quarta-feira (13) pelo "Jornal da Record", da Record TV, após receber alta do hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por cirurgia. Durante a entrevista, Bolsonaro informou que irá decidir sobre a proposta final de reforma da Previdência ainda nesta quinta (14).

Segundo o presidente, provavelmente a idade mínima para a aposentadoria da mulher será 57 ou 60 anos e para homens 62 ou 65 anos. Mas salienta que pode haver mudanças e que depende das discussões com o Congresso.

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Bolsonaro destacou que não gostaria de ter que fazer a reforma, porém é preciso ou do contrário o país vai “quebrar” em 2022 ou 2023. Caso permaneça a idade mínima de 57 e 62, o presidente afirma que só se fará necessária uma transição gradativa. Mas se ficar em 60 e 65 a transição ocorrerá apenas em 2030/2032.

Os militares da esfera Federal, Estadual e Municipal entrarão na reforma, incluindo as Forças Armadas e civis. Destacou que é importante que toda a sociedade faça parte do processo de melhoria da economia do Brasil, inclusive para aqueles que compõem o quadro do Governo Federal.

Em relação aos funcionários do governo, o presidente Bolsonaro informou que deve ocorrer por meio de um projeto de Lei que não está relacionado com a Previdência Social.

Policiais e bombeiros eleitos para Câmara geram resistência

Capitão Augusto (PR-SP), presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, afirmou que os 21 policiais e bombeiros eleitos para a Câmara não gostaram da ideia de inserir suas categorias ao regimento das Forças Armadas. Alegam que o aumento do tempo de serviço para 35 anos só deve valer para aqueles que ingressarem nas corporações após a reforma.

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Contudo, integrantes da equipe de Paulo Guedes, ministro da Economia, receberam do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a resposta de que as novas regras de aposentadoria “não tem chance de prosperar” no plenário.

Segundo Augusto, o ministro não os ouviu antes de elaborar e apresentar o projeto de inclusão, não forneceu "nenhuma procuração" para que negociassem pelos bombeiros e policiais civis. Contudo, o presidente Jair Bolsonaro deixou claro nesta quarta-feira (13) que todos farão parte da reforma tendo em vista as mesmas regras para civis e militares.

A Reforma para esta categoria será semelhante a dos demais brasileiros.