Coronavírus tem dividido opiniões no Governo brasileiro, isto é fato. Depois das insistentes declarações do presidente Jair Bolsonaro, defendendo o afrouxamento do isolamento social, oposto ao que diz a OMS e o Ministro da Saúde, Mandetta, nesta quinta (9) foi a vez de Onix Lorenzoni.

O Ministro da Cidadania declarou em uma transmissão feita pela internet pela Federação Brasileira de Bancos, a necessidade que já na próxima semana, após a páscoa, as pessoas voltem a trabalhar de "maneira responsável".

Segundo seu pensamento, alinhado ao de Bolsonaro, as epidemias do século XX teriam um padrão de duração de 12 a 14 semanas.

Isso incluindo o período de elevação, o de estabilidade, chegando finalmente ao do recuo dos casos de infecção.

Fim do isolamento social devido ao Coronavírus após a Páscoa

Durante sua fala, Onyx ainda elencou com argumentos, contrapontos ao Ministério da Saúde. Ao defender o fim do isolamento nas cidades, devido o Coronavírus, após a Páscoa, o Ministro pontuou que a taxa de mortalidade de pessoas de até 60 anos de idade é mínima. Segundo sua visão, esse grupo de pessoas necessitam retornar ao trabalho.

Conforme publicado no portal da Folha de São Paulo, Onix afirmou: “Do ponto de vista da vida do país, é esse equilíbrio que o presidente Bolsonaro procura exercitar. Cuidar da saúde, mas também cuidar dos aspectos econômicos, porque desemprego, miséria e fome matam.

E matam mais do que a epidemia causada pelo Coronavírus."

De acordo com matéria publicada pela Agência Brasil, o ministro declarou ainda crer que o país terá rápida recuperação em relação à crise econômica ocasionada pela pandemia da Covid-19.

Para Onyx, há forte demanda de outros países aos produtos que o Brasil exporta.

Tais demandas seriam peças-chave no processo de recuperação.

“A nossa base é minerais e commodities agrícolas e vai ter uma super demanda. O Brasil deve, no segundo semestre, recuperar um perfil de crescimento muito positivo”, declarou.

Retomada de atividades econômicas proposta por Onyx

Muito embora setores do governo federal apoiem o fim ou ao menos o afrouxamento da “quarentena”, a medida pode não ser a melhor no presente momento.

Uma pelo fato que ela não evitaria a recessão econômica, outra, pela alta probabilidade da pandemia do Coronavírus explodir no país e gerar o tão temido colapso no sistema de saúde.

Segundo um artigo feito por Martin S. Eichenbaum e Sergio Rebelo, da Universidade Northwestern, nos EUA, e Mathias Trabandt, da Free University de Berlim, na Alemanha, as medidas de isolamento "aumentam o bem-estar ao reduzir o número de mortes causadas pela epidemia".

Além disso, o estudo indica que haverá impactos econômicos, mesmo sem a imposição de uma política de confinamento.

Para a BBC News, Sergio Rebelo foi categórico ao afirmar que "evitar a circulação é importante enquanto se busca informação, se busca testar para saber o impacto da doença e quantas pessoas já estão imunizadas.

Até lá, o governo precisa ajudar as pessoas que estão perdendo o emprego, as pessoas que não podem trabalhar de casa."

Onyx comentou em sua "live", os impactos positivos que ação do governo deve gerar com o Auxílio Emergencial. Para ele, o benefício deve chegar até cerca de 30 a 35 milhões de pessoas.

Coronavírus: parte da população continua saindo normalmente às ruas

Contrariando a ciência, a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil, já é possível perceber indícios de uma maior flexibilidade das medidas restritivas quanto a circulação das pessoas.

Em diversas cidades do país, é possível encontrar comércios abertos e pessoas se aglomerando em frente a bares, filas de banco, calçadas, até mesmo no transporte público.

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