Nesta segunda-feira (28), a Petrobras divulgou que irá cobrar indenização à Odebrecht no processo que envolve a petroquímica Braskem. O valor da indenização será de R$ 800 milhões, segundo informações colhidas pela Folha de S. Paulo.

Segundo a Petrobras, o pedido de arbitragem está sendo motivado por violações nos termos do acordo de acionistas da Braskem, mais detalhes foram negados pela assessoria de imprensa da Petrobras, segundo o jornal da Folha.

Ainda segundo a apuração da Folha, o motivo do pedido parte de um esforço de recuperação de valores perdidos durante operações delatadas pelos investigados na Operação Lava Jato.

Durante a operação foi detectado o envolvimento de 23 pessoas. Portanto, a Petrobras tem a pretensão de cobrar indenizações milionárias devido ao esquema de corrupção que desviou milhões em recursos públicos da empresa por meio de funcionários da Odebrecht.

Violação nos termos da Petrobras resultam em multas milionárias

Em acordo firmado em 2016, a Braskem se compromete ao reembolso de R$2,8 bilhões à Petrobras. Nesse acordo a empresa confessa ter feito pagamentos ilegais em troca de favores para a compra de matéria-prima. Esse acordo passou a ser motivo de desentendimentos entre ex executivos da construtora da petroquímica e Marcelo Odebrecht.

Os erros nos cálculos dos valores entregues ao Partido dos Trabalhadores (PT) em épocas de campanhas tanto de 2010 como de 2014 são assuntos questionados pelo ex-presidente da Odebrecht.

Ele ainda ressaltou que durante negociações com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o escritório de advocacia mudou várias vezes.

Petrobras notifica 23 réus da operação Lava Jato

A Petrobras notificou 23 réus que estão envolvidos na operação Lava Jato sobre a pretensão de cobrar as indenizações. As multas milionárias dizem respeito ao esquema de corrupção que foi instaurado na estatal em campanha do Petista.

Entre os que foram informados estão uma variedade de delatores, porém não foi chamado nenhum ex-diretor da companhia.

Sobre a intenção da Petrobras, os colaboradores foram comunicados, dentre eles está Marcelo Odebrecht (o ex-presidente), Mônica Moura e João Santana (ex-marqueteiros do PT), Adir Assad (operador financeiro) e Otávio Marques de Azevedo (ex-presidente da Andrade Gutierrez).

De acordo com o site da petroquímica, a Odebrecht possui mais ações que a Petrobras, além de o direito a voto também ser maior. O estranhamento entre as duas chegou a encontrar como válvula de escape a intenção de fazer Negócios com a holandesa LyondellBasell, mas o acordo não obteve sucesso.

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