A semana começa com notícia ruim para o consumidor. A partir desta terça-feira (9), gasolina, diesel e gás de cozinha estarão mais caros. Segundo a Petrobras, o litro da gasolina sobe 8,2%. No caso do diesel, o aumento será de 6,2%. O gás de cozinha também será reajustado, com uma alta de 5,1%.

Já é a terceira alta do ano nos preços da gasolina e a segunda no valor do litro do diesel. Desde o início do ano, a Petrobras já elevou em 22% o preço da gasolina.

Petrobras sobre os aumentos

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (8), a Petrobras informa que os valores praticados “têm como referência os preços de paridade de importação e, dessa maneira, acompanham as variações do valor dos produtos no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”.

No comunicado divulgado nesta manhã, a estatal reforça o discurso defendido na sexta-feira no Palácio do Planalto de que “os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo”. “Até chegar ao consumidor, são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis”, conclui a nota.

Reunião de Bolsonaro com representantes da Petrobras

O presidente Jair Bolsonaro chegou a se reunir com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, na sexta-feira (5). O objetivo era discutir soluções para conter as altas corriqueiras no valor dos combustíveis.

"O nosso compromisso é cada vez mais tirar os estado de cima do povo trabalhador, temos esse compromisso", disse Bolsonaro.

Entretanto, o chefe de estado fez ressalvas. "Respeitar contratos e jamais intervir seja qual forma for contra outras instituições, como no caso aqui, a nossa Petrobras. Jamais controlaremos preço da Petrobras. A Petrobras está inserida no contexto mundial com suas políticas próprias e nós a respeitamos", pontuou o presidente.

Há sempre o medo em desagradar os investidores do mercado, que poderiam criticar uma possível interferência estatal nos valores praticados pela companhia. Os aumentos dos combustíveis impactam diretamente na inflação, gerando um efeito cascata na cadeia de transportes dos alimentos, estourando no consumidor final.

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