Na última semana, o presidente Bolsonaro criticou os reajustes nos preços dos combustíveis feitos pela Petrobras e afirmou que o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, será substituído por outra pessoa. O general Joaquim Silva e Luna, atual presidente de Itaipu, foi indicado pelo chefe do executivo, Bolsonaro, para assumir a cadeira da Petrobras.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o Brasil irá se surpreender com Silva e Luna na presidência da Petrobras.

Declarações de Bolsonaro provocam desvalorização de ações da Petrobras

Segundo informações do jornal da Folha de S. Paulo, as interferências do Governo federal na companhia favoreceram para desvalorização das ações e na sexta-feira (19) acumulou perdas de R$ 60 bilhões e estimativas acreditam que podem chegar a R$ 100 bilhões na próxima segunda (22).

A Petrobras registrou uma redução no valor de mercado brasileiro em R$ 28,2 bilhões na noite de sexta-feira (19) e em relações aos papéis no exterior houve perda de R$ 30 bilhões, segundo informações de gestores de investimentos e banqueiros. Ambos salientaram que as percas superam as que foram provocadas pelo esquema de corrupção envolvendo a estatal nos governos Lula e Dilma (PT).

De acordo com os dados da Folha, após a publicidade do escândalo revelado pela Lava Jato, em 2014, o valor da petroleira encolheu na Bolsa de R$ 310 bilhões na época para R$ 225 bilhões, e após quatro anos sofreu uma queda significativa de R$ 85 bilhões.

Medida de Bolsonaro pode causar o maior dano na história da Petrobras

Os banqueiros disse para a Folha, que em quatro dias a decisão do presidente Bolsonaro pode causar um dano maior que o provocado pelo escândalo da Lava Jato ao valor de mercado da companhia.

Segundo os banqueiros, a própria Petrobras já declarou prejuízos em torno de R$ 50,8 bilhões, sendo R$ 6,2 bilhões em propinas e R$ 44,6 bilhões com investimentos em projetos que ainda estão sendo investigados.

Petrobras corre risco de perder a credibilidade no mercado financeiro

Nesse momento, o que está em jogo é a perda de credibilidade da companhia diante dos investidores internos e externos.

Na Opinião desses executivos, “o derretimento das ações é mais rápido” porque houve a intenção do governo na interferência na política de preços dos combustíveis (diesel e GLP), comprometendo assim, o resultado da empresa na B3 e o retorno para os investidores.

Diante dos fatos, a estratégia da Petrobras para ser pagadora de dividendos está ficando comprometida e agora o mercado teme efeitos negativos sobre o processo de venda de ativos da estatal.

Vendas de ativos da Petrobras fica comprometida

O processo de vendas ocorre com o propósito de reduzir o endividamento da empresa. A possibilidade do plano de venda de ativos foi elaborada pela gestão de Castello Branco, no entanto, apenas uma das oito refinarias recebeu proposta e isso fez com que opositores da atual gestão comemorasse o "fracasso". Tais opositores também esperam a revisão na política de preços.

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