O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quarta (31) que o auxílio emergencial representa mais dívida para os cofres públicos e que os custos respingarão em toda a população no futuro. Bolsonaro disse temer que haja um desequilíbrio da economia brasileira e voltou a defender que a população retome as atividades.

Bolsonaro disse ainda que há dois inimigos que devem ser combatidos no Brasil, "o vírus e o desemprego", e reafirmou que a solução para o problema não está no isolamento social, como defendem prefeitos e governadores. O presidente tem comparado as medidas restritivas para conter o avanço do novo coronavírus a um estado de sítio e disse que isso é um equívoco por parte dos gestores estaduais.

'Não sei onde poderemos parar', diz Bolsonaro sobre auxílio emergencial

O presidente disse temer "problemas sociais gravíssimos" devido ao crescente aumento da pobreza e extrema pobreza em todo o território nacional. Nesse clima de incertezas, o chefe do Executivo federal disse que não sabe "onde poderemos parar".

Nesta quarta-feira (31), o Governo federal anunciou que o pagamento da nova rodada do auxílio emergencial terá início na próxima terça-feira (6). De acordo com o calendário, os depósitos serão feitos na conta do beneficiário de maneira escalonada até o mês de agosto e as liberações para saques irão até o mês de setembro.

Consulta do auxílio emergencial estará disponível nesta sexta (6)

A partir desta sexta-feira (2º), será liberada a consulta no site do Dataprev para verificar se o cidadão foi aprovado ou não para receber o benefício do auxílio emergencial, que desta vez tem valores distintos. Os solteiros poderão receber R$ 150, casais R$ 250 e mães solos R$ 375.

Portanto, o valor irá variar de acordo com o tamanho da família, sendo que apenas um membro será contemplado.

Estimativas do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) preveem uma despesa de R$ 44 bilhões, visando atender cerca de 45,6 milhões de pessoas em todo o Brasil. Esse montante foi calculado para sustentar quatro parcelas mensais, com valores determinados para cada perfil familiar.

Calendário do auxílio emergencial

O novo calendário do auxílio emergencial foi publicado em edição extra no Diário Oficial da União e seguirá as datas de nascimento dos beneficiados que não fazem parte dos programas sociais. Estes começarão a receber a partir da próxima terça-feira (6).

Já aqueles que estão inscritos no programa Bolsa Família terão um cronograma à parte para obtenção dos recursos. Para esses beneficiários a primeira parcela será paga entre 16 e 30 de abril.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que os pagamentos seguirão a mesma ordem de 2020. Nesse caso, os depósitos serão feitos primeiro nas contas digitais e, depois de algumas semanas, haverá a liberação para saque.

A intenção é de que seja evitado as aglomerações nas agências bancárias.

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