Na saída do Fla-Flu do último domingo, um idoso, torcedor do Fluminense, mesmo acompanhado de seu filho, também tricolor, foi vítima de agressão por parte de um membro de uma torcida organizada do Flamengo. A imagem do lamentável episódio viralizou nas redes sociais e acabou chegando ao Ministério Público, que, na pessoa do promotor Marcos Kac, do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, já solicitou a investigação da Polícia Civil, a fim de se descobrir qual tipo de agressão.

Publicidade

O caso foi entregue a 18ª Delegacia Policial, localizada na Praça da Bandeira, zona norte do Rio. O agressor já foi identificado e corre sério risco de ser indiciado por desobedecer o Art. 41-B do Estatuto do Torcedor (promover tumulto, praticar ou incitar a violência ou invadir local restrito aos competidores esportivos), o que levaria a uma pena de reclusão de um a dois anos, além do pagamento de uma multa.

Se a vítima registrar ocorrência, a punição para o Rubro-Negro poderá ser ainda maior, uma vez que ele também responderia por lesão corporal.

Mediante ao fato, as diretorias de Fluminense e Flamengo planejam uma estratégia em conjunto para levar tanto o agredido quanto o seu filho no clássico de quarta, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã, por uma das semifinais da Taça Rio. Como na fase de classificação terminou na liderança de sua chave, enquanto rival ficou em segundo lugar no seu grupo, o Tricolor leva a vantagem do empate para se garantir na decisão do terceiro turno do Campeonato Carioca.

Pedro Abad volta a descartar permanência até novembro e eleições do Flu devem acontecer no início de maio

Quase dois meses após a Assembleia Geral, ainda não há uma data marcada para as novas eleições presidenciais no Fluminense.

Publicidade

Esse atraso gerou uma desconfiança de que a antecipação do pleito, anteriormente previsto para novembro, teria sido, na verdade, uma manobra de Pedro Abad para acalmar os ânimos e cumprir integralmente o seu mandato. Em entrevista concedida ao Globo Esporte na última quinta, após a vitória de 2 a 1 sobre o Deportivo Antofagasta, no Chile, pela Copa Sul-Americana, o mandatário voltou a descartar que irá permanecer até o final de 2019.

“Quando toda a documentação estiver regularizada, o presidente do Conselho Deliberativo será chamado.

As coisas vão andar no ritmo que elas têm que andar e a eleição será convocada”, explicou Abad.

A Assembleia Geral, realizada no último dia 26 de janeiro, na sede das Laranjeiras, contou com a participação de pouco mais de mil sócios, dos quais cerca de 80% aprovaram a antecipação do processo eleitoral. A demora pela marcação da nova data, segundo informações oficiais, foi consequência do processo burocrático de elaborar a ata da reunião com o registro da mudança no estatuto do Fluminense, o qual autorizava a antecipação.

Publicidade

No começo de fevereiro, enviou-se o novo documento ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas.

A tendência é que o próximo presidente do Fluminense seja definido no dia 4 de maio. Até o momento, Ayrton Xerez, do grupo “Honra, Glória e Tradição” é o único candidato oficial. Outra futura chapa, ainda sem cabeça definido, será formada pelo trio Ricardo Tenório, Celso Barros e Mário Bittencourt e contará com o apoio do grupo Associação Nacional Tricolor de Coração. Principal braço da situação, a Flusócio não irá indicar candidato. Outro fora do processo é o ex-vice de projetos especiais, Pedro Antônio.