Mesmo com o futebol no Brasil paralisado por conta da pandemia do coronavírus, os problemas seguem chegando a São Januário. O lateral-direito Luiz Gustavo, atualmente emprestado ao Goiás, entrou com uma ação na Justiça contra o Vasco cobrando 2,3 milhões de reais.

Além de solicitar rescisão indireta de seu contrato, o jogador também cobra calores referentes a moradias e salários atrasados, 13º salário, férias e indenização e multa. Uma audiência foi marcada para o próximo dia 28 de abril, mas buscar reconciliação entre as partes, porém a mesma precisou ser cancelada por conta das medidas para deter o avanço do coronavírus.

Mas a questão da rescisão indireta foi negada.

Titular durante a passagem do técnico Alberto Valentim pelo clube, o lateral tem vínculo com o clube cruz-matlino até o final deste ano. O jogador diz que tem muito carinho pela torcida e que só entrou na Justiça por não ter sido atendido pela diretoria.

Contrato havia sido renovado ano passado

Contratado em 2018, o jogador chegou ao clube recebendo um salário inicial de 30 mil reais mensais, além de ganhar um benefício de 5 mil reais referente a auxílio-moradia.

De acordo com o que estava previsto no contrato, ele ainda ganharia um aumento de 10 mil reais a cada dez jogos que fizesse pelo clube. Esse ciclo ocorreu em três oportunidades.

No começo do ano passado o atleta acertou a renovação de seu vínculo e passou a receber 95 mil reais mensais. Mas após assinar esse novo vínculo ele foi empestado ao Guarani e depois ao Goiás, sempre com os salários divididos entre os clubes.

De todo o montante pedido no processo pelos advogados do jogador, a maior parte se refere cláusula compensatória para a rescisão de contrato, o qual é cobrado a quantia de 1 milhão de reais.

Greve de silêncio encerrada

Nesta quarta-feira (25), os jogadores do Vasco encerraram uma greve de silêncio que havia se iniciado no mês passado em protesto contra a diretoria por causa dos salários atrasados. O fim do protesto ocorreu após a diretoria a acertar o pagamento do 13º salário do elenco e dos funcionários na última segunda-feira (23).

Os jogadores estavam sem dar entrevistas desde 26 de fevereiro, logo após a equipe avançar para a segunda fase da Copa Sul-Americana. Desde então, apenas membros da diretoria e o então técnico Abel Braga falavam com a imprensa.

Dessa forma, as dívidas referentes ao ano passado praticamente já foram quitadas, restando apenas o pagamento dos direitos de imagens para alguns jogadores que estão em aberto desde setembro. O problema agora passa a ser esta temporada, uma vez que as férias, além dos salários de janeiro e fevereiro, não foram acertados com o elenco e funcionários.

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