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A União Europeia se reuniu nesta terça (5) para assinar a declaração que reconhece Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Contudo, dos 25 países, apenas 19 participaram. Essa atitude é consequência da recusa de Nicolás Maduro em dar início ao processo eleitoral necessário para reestruturação da democracia na Venezuela.

Federica Mogherini, vice-presidente da Comissão Europeia, afirmou que o reconhecimento de Guaidó depende dos países membros. Ela ressaltou que existe uma posição clara e consolidada entre os membros da UE quanto à situação no país.

A declaração ressalta que houve um pedido no dia 26 de janeiro para que fossem convocadas as eleições presidenciais democráticas, no prazo de oito dias, mas Nicolás Maduro não se prontificou a atender à solicitação.

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O objetivo é forçar eleições presidenciais livres que reconheça a importância da democracia negada por Nicolás Maduro. Este fato, atrelado a autoproclamação de Juan Guaidó, culminou em reconhecimento por parte dos membros da União Europeia, a qual analisou os preceitos da Constituição venezuelana.

Juan Guaidó se autoproclamou presidente da Venezuela no dia 23 de janeiro e foi reconhecido por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Pedido de ajuda aos EUA

A população venezuelana tem passado por momentos difíceis, isso fez com que o Governo recorresse à ajuda humanitária dos Estados Unidos, que prontamente respondeu ao pedido, através de John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, que em entrevista salientou que o país norte-americano "não deve ser testado" pelo governo de Maduro.

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Em nota, ele também enfatizou que "todas as possibilidades estão postas na mesa".

A pasta informou que serão fornecidos medicamentos, materiais cirúrgicos e suplementos nutricionais para a população venezuelana. Porém, com Nicolás Maduro no controle da Venezuela, supõe-se que a ajuda não chegue à população. Segundo rumores deste dia (5), é possível que haja roubo da mercadoria doada.

Donald Trump reafirmou que está na hora de Nicolás Maduro "sair do caminho" e que a opção militar na Venezuela está sobre a "mesa". Ao que os simpatizantes de Maduro afirmam estar prontos para o confronto.

Crise na Venezuela

Segundo a ONU, a severa crise socioeconômica e política da Venezuela fez com que surgisse a hiperinflação e a escassez de alimentos, água e medicamentos.

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Esse fator levou cerca de 2,3 milhões de venezuelanos ao êxodo, desde que começou em 2013. A queda do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e per capita é considerado mais grave do que a Grande Depressão nos Estados Unidos em 1929, quando houve a queda da Bolsa de Valores.