A secretária-adjunta de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, Kimberly Breier, avaliou que o presidente Nicolás Maduro poderá cometer um "erro terrível" caso prenda o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó. A funcionária ainda completou que este poderia ser "o último erro" do regime de Maduro.

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, a secretária afirmou que a comunidade internacional poderá ter forte reação caso Maduro prenda o opositor.

A secretária se pronunciou após Maduro dizer que Juan Guaidó iria ter que se explicar para a Justiça quando voltasse para a Venezuela e que ele também estaria proibido de deixar o país.

Kimberly Breier está no Brasil preparando a visita entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente americano Donald Trump, que ocorrerá no dia 19 de março. Ela já teve reuniões com o deputado federal Eduardo Bolsonaro e também com o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Em entrevista, a Folha questionou o fato de Maduro ainda ter consigo muitos militares venezuelanos o apoiando. Para a secretária americana, a liderança militar precisa decidir em qual lado estará. Breier acredita que 500 deserções de militares em apenas uma semana é um número considerável. E, além do mais, a secretária citou que 54 países reconhecem Juan Guaidó como presidente, algo que também tem suma importância na questão.

'Pronta reação'

A prisão de Guaidó, segundo a secretária, poderá fazer com que ocorra uma pronta reação na comunidade internacional, já que são 54 países que reconhecem o opositor de Maduro.

Ela deixa claro, então, que a possibilidade de prisão poderia representar um grave equívoco, podendo ser o "último erro" do regime. A Venezuela vive estado de calamidade com a intensa crise humanitária, econômica e política.

Ajuda humanitária

Kimberly Breier foi questionada sobre a melhor forma de entregar ajuda humanitária aos venezuelanos. Contudo, a americana citou que essa questão depende dos próprios venezuelanos.

Ela conta que a ajuda é entregue em Calcutá e Boa Vista. Em seguida, os militares americanos saem de cena. Com isso, ela frisa que o líder Guaidó e as Organizações Não Governamentais (ONGS) devem estipular a melhor forma para a entrega dos alimentos aos venezuelanos.

Sobre o posicionamento do Brasil perante a Venezuela, a americana diz que o Grupo de Lima é uma forma de tentar amenizar a crise do país vizinho, tendo o Brasil como membro proeminente desde o início.

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