Nesta quinta-feira (2) foi confirmada a morte do general Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária no Irã, após o bombardeio americano no aeroporto de Bagdá.

Com a confirmação, o preço do petróleo disparou nessa sexta-feira (3). O barril do petróleo tipo brent passou a custar o valor de US$ 68,90 já nas primeiras horas da abertura do mercado asiático, o que representou uma alta de 4% no preço.

O bombardeio foi confirmado pelos Estados Unidos que enviaram um drone para realizar a ação de ataque ao aeroporto.

Na ocasião, também foi assassinado Abu Mahdi al-Muhandis, chefe da milícia iraquiana apoiada pelo Irã, e outras seis pessoas.

Em nota, o Pentágono informou que o seu objetivo era de deter futuros ataques iranianos, conforme as ordens do presidente Donald Trump.

O grande impacto geopolítico que as mortes acarretam irá refletir, também, no Iraque, devido ao aumento da tensão entre os EUA e o Irã.

A morte do general foi anunciada pela TV iraquiana. Considerado um herói no país, Soleimani recebeu orações e homenagens em rede nacional ao qual foi chamado de mártir nacional.

Maior tensão entre EUA e Irã

As desavenças entre os Estados Unidos e o Oriente Médio têm gerado constantes ataques que têm tirado vidas de militares e diplomatas americanos, a exemplo da última semana em que um funcionário americano foi vítima de bombardeio de foguetes.

A crise nas relações tiveram seu apogeu na terça-feira (31) quando milicianos do Iraque atacaram a embaixada americana na cidade de Bagdá.

Segundo Trump, os iranianos estão por trás dessa invasão e prometeu revide.

De acordo com informações, o ataque a embaixada foi consequência do ataque americano a fronteira da Síria que provocou a morte de 25 combatentes das Forças de Mobilização Popular do Iraque (FMPI) no dia 29.

Após esse ataque que matou o general deve haver um aumento na tensão entre Teerã e Washington.

Considerado o principal chefe militar do país, Soleimani liderou por muitos anos a força Qubs, responsável pelo serviço de inteligência na condução de operações militares de origem secreta no exterior.

Em resposta ao ataque, o Governo iraniano convocou reunião emergencial com a cúpula de segurança com a finalidade de debater o ocorrido. Para o governo americano, Qassem idealizava os ataques das milícias do Iraque e da Síria contra os americanos e culpava o general pelas mortes de 700 militares americanos em ao redor do mundo.

De acordo com o jornal The New York Times, o comboio foi atingido por misseis após deixar o aeroporto de Bagdá. Segundo informações fornecidas pelo jornal, o secretário de Defesa dos EUA ameaçou atacar Teerã horas antes do ataque ao aeroporto.

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