O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (29),que o país está rompendo oficialmente suas relações com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Trump suspende verba destinada à OMS

Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump acusou a entidade de não ter independência em relação à China e acusou o país asiático de estar à frente das tomadas de decisões da Organização Mundial de Saúde.

Em seu breve discurso, de aproximadamente dez minutos, Trump não explanou sobre como se dará esse rompimento, se concentrando apenas em dizer que vai realocar o valor do financiamento retirado da OMS para outras iniciativas do país.

A relação entre os Estados Unidos e a OMS vinha sofrendo uma série de conflitos e divergências até que, em abril deste ano, o país anunciou a suspensão de verba à entidade, mas sem sinalizar um rompimento formal, como foi feito na tarde desta sexta-feira.

Conflitos com a China

Trump ainda enfatizou que a organização foi “pressionada” pela China a dar direcionamentos errados ao mundo todo no que diz respeito ao coronavírus. Não poupando críticas ao gigante asiático, Trump ainda culpou o país pela atual situação mundial.

“O mundo está sofrendo agora como resultado dos malfeitos do governo chinês”, disse o presidente americano. Desde o início da pandemia, o líder dos EUA vem criticando o posicionamento da China junto à OMS, além de sempre destacar que, segundo ele, Pequim financiava muito menos que os Estados Unidos e estava à frente das decisões da OMS.

Estados Unidos ultrapassam 100 mil mortos

O discurso inflamado de Trump ocorre logo após os Estados Unidos ultrapassarem a marca das cem mil mortes no país por conta do coronavírus. Hoje os Estados Unidos são o país com maior número de mortes confirmadas por Covid-19 no mundo.

Segundo dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins, no último dia 27 de maio, o número de mortes chegou a 100.047, além de 1.695.776 pessoas com o diagnóstico de Covid-19 confirmado no país.

Os Estados Unidos registram essa marca no mesmo momento em que o presidente Trump defende a reabertura econômica dos Estados Unidos.

Segundo conselheiros do governo de Trump anunciaram no último dia 10, eles defendem a reabertura econômica “com segurança” para conter os “horríveis” números de desemprego.

Para o secretário do tesouro, Steven Mnuchin, “há um risco considerável se a atividade econômica não for retomada". Segundo ele, não reabrir a economia agora seria um dano econômico permanente, porém isso será conduzido de maneira “refletida”, levando as pessoas de volta ao trabalho de maneira “segura”

De acordo com o estudo da Universidade Hopkins, o país lidera hoje tanto o número de mortos quanto o número de casos confirmados à nível global.

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