Neste domingo, 9, a Nova Zelândia completou 100 dias sem transmissão local de coronavírus. Entretanto, o governo local pediu para que a população continue cumprindo as orientações sanitárias para manter a epidemia controlada, já que países como Vietnã e Austrália voltaram a ter um aumento de casos, mesmo após controlarem temporariamente o vírus. Vale lembrar que a Austrália é vizinha da Nova Zelândia.

Recentemente, os neozelandeses foram até liberados a participar de eventos com aglomerações. Porém, existem até o momento 23 casos ativos de pessoas infectadas, mas que estão em isolamento. O país soma até o momento 1.219 casos totais e apenas 22 mortes.

O país possui atualmente cerca de 5 milhões de habitantes.

"Chegar a 100 dias sem transmissão comunitária é uma marca significativa, mas não podemos ser complacentes", disse Ashley Bloomfield, do departamento de Saúde. Segundo ele, eles viram a velocidade com que o vírus se espalha em países que tinham o vírus sob controle. Por isso, eles devem estar preparados para eliminar rapidamente casos futuros.

Entre as medidas adotadas estão uma quarentena rígida que foi adotada a partir de março, testagem em massa e auxílios econômicos por parte do governo em variados setores. Tudo isso em uma postura contrária às adotadas em outros governos ao redor do mundo, como Brasil e Estados Unidos.

Um dado que vem chamando muita atenção é o fato de que países governados por mulheres têm apresentado melhores respostas no combate à pandemia, e exemplos não faltam: Noruega, governada por Erna Solberg; Dinamarca, por Mette Frederiksen; Taiwan, por Tsai Ing-wen; Alemanha, liderada por Angela Merkel; e a própria Nova Zelândia, por Jacinda Ardern.

É importante lembrar que esses países possuem eficientes programas de assistência social e bom índice de desenvolvimento.

Jacinda Ardern começa sua campanha de reeleição

Aproveitando sua popularidade, Jacinda lançou sua campanha pela reeleição neste sábado, 8, chamando-a de "eleição Covid".

Em uma pesquisa recente, 92% das pessoas entrevistadas aprovaram a conduta da primeira-ministra no combate ao Sars-Cov-2, fazendo de Jacinda a líder mais popular do país em um século.

A pesquisa também apontou alta popularidade do Partido Trabalhista, o mesmo de Jacinda, que apresentou 56,5% de aprovação. Esse cenário torna muito pouco provável a sua não reeleição.

Todo o destaque atribuído à Jacinda Ardern não é de agora. Em março de 2019, a primeira-ministra mostrou muita sensibilidade em relação aos ataques terroristas feitos por um supremacista branco a duas mesquitas em Christchurch, vitimando dezenas de pessoas.

Jacinda classificou o ataque como "um ataque de violência sem precedentes na Nova Zelândia".

No dia seguinte, ela abraçou toda a comunidade islâmica do país, chorou com os familiares das vítimas e anunciou leis mais rígidas para a obtenção de armamentos no país, o que inclui a proibição de armas semiautomáticas de estilo militar e fuzis de assalto.

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