Uma denúncia bastante grave foi feita junto ao Escritório do inspetor-geral do Departamento de Segurança Nacional por dois grupos de defesa de direitos civis, Project South e o Government Accountability Project, nos Estados Unidos no decorrer da última semana.

A denúncia revela que mulheres presas em um centro de detenção voltado a imigrantes clandestinos foram submetidas a procedimentos cirúrgicos sem consentimento, onde seus úteros foram arrancados parcialmente ou completamente.

Na última terça-feira (16), autoridades locais migratórias e uma frente de parlamentares informaram que o caso será devidamente investigado.

O centro de detenção fica no estado da Califórnia.

Denúncia

A situação referente ao Centro foi exposta por uma enfermeira que trabalhava na instituição. A ex-enfermeira, Dawn Wooten, relatou que as histerectomias (retirada total ou parcial do útero) eram realizadas por um médico ginecologista que operava as detentas em massa.

Além das cirurgias não autorizadas, Dawn afirma que as detentas não recebem os cuidados relacionados à pandemia do novo coronavírus, inclusive o Centro de Imigrantes se recusava a aplicar os testes nas detentas.

Ainda de acordo com Dawn, a maioria das mulheres detidas que eram submetidas ao procedimento sequer entendiam o que estava acontecendo com seus corpos.

Parlamentares

Parlamentares democratas tiveram acesso à documentação da denúncia que não foi revelada ao público. Ao ter acesso aos documentos, o partido Democrata revelou que também realizariam uma investigação em relação ao caso.

A democrata Nancy Pelosi, que é deputada e também Presidente da Câmara, repudiou o caso.

Ela afirmou ainda que se a denúncia for verídica, mostram-se condições terríveis e um grave e assustador caso de violação dos Direitos Humanos.

Assim que teve conhecimento do caso, a agência Reuters entrou em contato com autoridades da área de imigração dos Estados Unidos e receberam a confirmação de que agências federais também investigariam o caso.

Defesa

Ada Rivera, diretora médica do serviço de imigração, negou as acusações e relatou que este tipo de procedimento foi realizado no Centro de Detenção apenas duas vezes e que ocorreram no ano de 2018. Ada ainda alega que todos os procedimentos são realizados com devida aprovação e a realização de exames.

O Serviço de Alfândegas e Imigração também disse que um procedimento desta natureza jamais seria executado sem a devida autorização das pacientes detentas e que, estando sob custódia dos americanos, jamais aconteceria.

O centro de detenção das imigrantes é administrado por uma empresa privada. Em nota, a LaSalle Corrections relatou que repudia as denúncias realizadas pela ex-enfermeira contra a instituição, assim como as suspeitas de má conduta de qualquer gênero por parte do centro.

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