Em um de seus polêmicos discursos antes de ocupar a cadeira de ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do Governo de Jair Bolsonaro, a pastora Damares Alves se apresentou como uma advogada, mestre em Educação e em direito constitucional e da família. Entretanto, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, esses são títulos acadêmicos que a ministra não possui.

Damares também não possui currículo cadastrado na plataforma Lattes do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), site onde pesquisadores e mestres costumam agregar artigos e títulos acadêmicos.

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Questionada pelo jornal, a ministra afirmou que os títulos de mestre são bíblicos e que nas igrejas cristãs todo aquele que é dedicado ao ensino da Bíblia é chamado de mestre. Mas não explicou as especificações em educação e direito constitucional e da família.

O currículo publicado no site do ministério afirma que Damares apenas se formou na Faculdade de Direito de São Carlos e em pedagogia pela Faculdade Pio Décimo. Não cita nenhum mestrado nas áreas.

Polêmicas

Desde que assumiu uma das cadeiras no governo Bolsonaro, a ministra Damares participou de diversas polêmicas. Ela afirma ser contra o aborto, contra a legalização das drogas, as discussões de gêneros e dos direitos LGBTs.

Uma das primeiras polêmicas foi um vídeo que circulou antes da posse, em que Damares diz durante um culto que viu Jesus em cima de um pé de goiaba quando pensou em suicídio, aos 10 anos. Ela iria lançar um livro autobiográfico no final do ano, mas desistiu.

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No dia da posse, outro vídeo tomou as redes sociais. Nele, Damares afirma que "começa uma nova era" no país em que "meninos vestem azul e meninas vestem rosa".

Em outro vídeo recuperado por uma emissora holandesa, Damares afirmou que, no pais europeu, médicos recomendam masturbar meninos a partir dos sete meses. A pastora ainda afirma que os cientistas europeus teriam influenciado autoridades brasileiras a ensinar o que é ereção e masturbação de bebês.

Além disso, em um vídeo de 2013, a ministra aparece falando que muitos hotéis fazenda no Brasil funcionam como fachadas para turistas terem relações sexuais com animais. Damares diz que a Câmara e o Senado teriam recebido denúncias sobre o assunto.

Em outro vídeo, também de 2013, ela aparece com as mãos sujas de tinta, imitando sangue, como parte de uma campanha para que a então presidente Dilma Rousseff vetasse um projeto de lei, que depois foi aprovado, que determinava que o SUS atendesse vítimas de violência sexual.

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Entre as medidas criticadas por Damares, estava a distribuição de pílulas do dia seguinte.

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