Vazou nesta quarta-feira (30) a capa da revista Época que cita uma reportagem que liga a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, ao suposto sequestro de uma criança indígena. A publicação deve chegar às bancas nesta sexta (1°).

Antes mesmo do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) anunciar o nome de Damares à frente do ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos, seu nome já havia sido alvo de denúncias.

Uma reportagem apontou que a Organização Não Governamental Atini, fundada por Damares no Brasil, foi objeto de investigação realizada pela Polícia Federal. O motivo: tráfico de crianças indígenas.

A capa da revista mostra a gravidade da acusação ao estampar a foto de uma indígena com as aspas: "A branca levou a Lulu". Os jornalistas Natália Portinari e Vinicius Sassine assinaram a matéria.

Jornalista revela com detalhes como Damares teria tirado a criança de sua família

A jornalista Natália Portinari foi acusada de ter entrado na aldeia da tribo Xingu sem o consentimento dos líderes tribais que teriam expulsado os jornalistas. No entanto, ela usou sua conta no Twitter para desmentir a acusação.

Na postagem, Natália escreve que a coordenação autorizou a entrada dos jornalistas e que tudo foi registrado.

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Polícia Jair Bolsonaro

Segundo ela, os Kamayurá quiseram falar com os jornalistas.

A jornalista tem usado sua rede social para divulgar com detalhes a reportagem sobre os supostos crimes praticados por Damares Alves.

Segundo Portinari, ela ouviu a família de Lulu, a menina que teria sido levada pela ministra do novo Governo.

Damares e a amiga Márcia Suzuki teriam levado a menina para a cidade com o pretexto de realizar um tratamento dentário, e teriam prometido que a criança logo estaria de volta, mas isso nunca ocorreu.

Natália ainda escreveu que exitem três versões sobre o caso: a versão contada pela ministra, outra contada pela aldeia e ainda a versão contada pelos amigos indígenas de Damares em Brasília.

A ação contra a ONG tramita em segredo de Justiça

Os processos contra a Organização Não-Governamental fundada pela ministra tramitam em segredo de Justiça por envolver menores.

Uma delas, em análise na vara federal de Volta Redonda (RJ), tem como objeto principal uma adolescente de 16 anos que, grávida, foi levada por um tio para uma chácara da Atini e registrada como sua filha. O fato ocorreu no ano de 2010.

Ouvida pela Justiça, a ONG argumentou que a indígena era vítima de maus-tratos. O Ministério Público Federal determinou o retorno da criança a sua mãe, que após o parto, retornou à tribo.

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