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Em 2018, as páginas jornalísticas norte-americanas começaram a articular conjecturas acerca do presidente Donald Trump. Pelo teor das páginas midiáticas o presidente estava vivenciando um novo cenário político e contrário à continuidade de seu Governo, um desafio político. Segundo Nancy Pelosi, nova presidente da Câmara dos Estados Unidos, o suposto processo de impeachment envolvendo Trump fundamentava-se na alegação de que o presidente teria utilizado dois de seus agentes em colaboração com russos, a fim de favorecer sua própria eleição presidencial.

"Quando você negocia com alguém, você precisa estabelecer alguns fatos. É difícil fazer isso com o presidente porque ele resiste à ciência, às evidências, aos dados, à verdade" segundo a presidente da Câmara, ao reafirmar que é difícil dialogar com Trump.

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Em consciência desses fatos, o presidente está sendo desafiado pelo "novo Congresso".

Trump sofre ameaças da nova estrutura adquirida pelo Congresso

Em janeiro de 2019, uma eleição foi inaugurada na Câmara norte-americana em que Nancy Pelosi foi eleita presidente da Câmara pela segunda vez, sendo a primeira pessoa a ocupar esse cargo, com tal repetição, em menos de 50 anos. Sendo assim, o novo Congresso apresenta um número de representações femininas e de diversidades étnicas jamais registradas, que indica o afastamento do Congresso para com as elites e maior aproximação desse com origens sócio-raciais diversificadas.

Nancy Pelosi posicionou-se contrária a Donald Trump, assim como os democratas da nova Câmara também se apresentam em oposição. Desta forma, o presidente dos Estados Unidos foi advertido que agora terá que efetuar estratégias fora de seu escopo, até então, uma vez que sua compatibilidade ideológica era maior com os republicanos que com democratas.

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Após essa última eleição, ficam os democratas com maioria no Congresso, sendo 235 desses contra 193 republicanos.

Por serem oposição explícita a Donald Trump, os democratas indicam probabilidade de consenso e desenvolvimento do processo de impeachment do presidente, que inicialmente especulativo. Tendo por certo, que o grupo que controle, majoritariamente, a Câmara detém múltiplos poderes como o de: iniciar investigações, ordenar apresentações documentais, dirigir comissões parlamentares, dentre outros apontados.

A oposição à pauta exigida por Trump ao Congresso, levou a um período denominado "shut down" [VIDEO], em que a Câmara se fecha para debater assuntos de maiores conflitos entre os integrantes do Congresso. O Presidente insistiu que fosse colocada na pauta orçamentária um valor de US$ 5 bilhões para a construção do muro fronteiriço entre Estados Unidos e México, como forma de conter a imigração ilegal entre os países, mas essa medida não conseguia ser aceita pelos democratas.

Os democratas avançam desafiando e aprovam orçamentos temporários que "desativariam" atividades da administração pública, então paralisadas. Esse aval não estaria contemplando a exigência de Trump quanto à aprovação dos US$ 5 bilhões para construção do muro fronteiriço. O Presidente se defende dizendo que sem essa quantia aprovada ele também não irá promulgar nada vindo do Congresso e reitera, que está pronto a decretar situação de emergência e construir o muro sem aprovação da Câmara, conforme a BBC News.

Trump segue submisso às investigações do procurador especial Robert Mueller e às indagações sobre seu conluio em Moscou para campanha eleitoral, em 2016, muito embora tais ações estejam possibilitando que o "novo Congresso americano" favoreça seu impeachment.