O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, escreveu uma mensagem de ano para seus aliados. A íntegra do texto foi publicada na página oficial de Lula no Facebook na véspera da virada de ano. O petista faz referência ao presidente Jair Bolsonaro, empossado na última terça-feira (1º).

Lula começa a carta agradecendo a Deus por iniciar mais um ano e deseja que todos estivessem reunidos com suas famílias na virada de ano. Ele não esteve porque está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Na carta, Lula afirma que iria passar a noite em uma cela e volta a dizer que foi preso sem ter cometido nenhum crime. O ex-presidente alega que foi condenado sem provas e que não teve um julgamento justo. Ele, porém, alega que não se sente só e que não está só.

Lula afirma que da cela onde está pode ouvir e imaginar as manifestações de apoio que tem recebido em todo o Brasil. Ele afirma que foi ilegalmente encarcerado na noite de 7 de abril. O primeiro agradecimento dele é para o pessoal que faz parte da vigília Lula Livre.

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No parágrafo seguinte, Lula agradece aos petistas e às pessoas de todos os partidos que estão ao seu lado neste momento difícil de sua vida. Ele também cita religiosos, pessoas espiritualizadas e trabalhadores do campo e da cidade pelas manifestações e orações.

Lula faz referência ao governo de Bolsonaro

O ex-presidente Lula continua sua carta dizendo que 2019 será um ano resistência e luta, cujo objetivo é impedir que o povo seja mais castigado do que já foi.

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Jair Bolsonaro Lula

O petista afirma que pensa todos os dias em como os últimos anos foram ruins para o povo brasileiro.

O PT esteve no poder entre 2003 e 2016. Lula governou entre 2003 e 2010. Em 2011, assumiu Dilma Rousseff, que ficou no poder até sofrer o processo de impeachment e o vice, Michel Temer, assumir.

Lula também afirma que deve defender o direito à educação e saúde de qualidade. O ex-presidente também fala sobre o acesso ao emprego e à educação. “Não vamos baixar a cabeça”, escreve Lula.

O ex-presidente esteve perto de deixar a cadeia no período de Natal. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, emitiu parecer mandando soltar todos os presos que foram condenados em segunda instância. O presidente do STF, Dias Toffolli, a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reverteu decisão.

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