Nesta sexta-feira (22), a tensão aumentou após o fechamento da fronteira entre o Brasil e a Venezuela. Autoridades brasileiras decidiram se reunir no Palácio do Planalto para tratar sobre o assunto, que no momento é considerado urgente.

Na reunião, estão presentes o governador de Roraima através de videoconferência, o presidente Jair Bolsonaro e os ministros da Defesa, Relações Exteriores, Casa Civil, Infraestrutura e Minas e Energia.

A questão sobre a Venezuela começou a se tumultuar quando Juan Guaidó, líder da oposição que se autoproclamou presidente e foi reconhecido por 50 paísesi incluindo o Brasil, pediu ajuda humanitária. Entretanto, o presidente eleito Nicolás Maduro acredita que isso seria pretexto para uma interferência exterior no país. A Venezuela sofre com a grave crise política, econômica e humanitária.

Em decisão na quinta-feira (21), Maduro bloqueou a fronteira com o Brasil, proibindo a entrada de alimentos.

Na tarde de sexta, ocorreu um confronto na fronteira, deixando dois mortos. O vice presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, já havia dito que o país tem a pretensão de apenas entregar os alimentos, sem ser necessário que militares entrem em solo venezuelano.

Grupo indígena tentou parar comboio

Pessoas que tentaram atravessar a fronteira da Venezuela para o Brasil para buscar suplementos foram atacadas por soldados venezuelanos.

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Jair Bolsonaro Governo

Uma mulher e o marido foram mortos e mais de 15 pessoas ficaram feridas.

O confronto com entre venezuelanos se iniciou quando um grupo de indígenas tentou furar um comboio militar. O confronto foi em um dos pontos da fronteira em que o Governo venezuelano tenta impedir a entrada de ajuda humanitária.

Comitiva na Colômbia

Neste próximo final de semana, como informa o portal UOL, o governo brasileiro vai enviar uma comitiva para tratar sobre a crise da Venezuela na Colômbia.

A comitiva contará com a presença do vice-presidente Mourão e também do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

O encontro será com o Grupo de Lima, formado por chanceleres de 14 países. Brasil, Estados Unidos e Colômbia são alguns dos países que não reconhecem Nicolás Maduro como presidente.

Outro ponto publicado pela UOL é que Bolsonaro se reunirá com Mourão neste domingo antes do embarque para Colômbia.

Nas últimas semanas os Estados Unidos tentaram pressionar o Brasil para uma ação militar. No entanto, até o momento, o governo brasileiro optou por não entrar em conflito com a Venezuela e nem aceitou a presença de soldados americanos em Roraima.

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