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Durante a realização de uma entrevista à TV Câmara, o deputado Edmilson Rodrigues, do PSOL do estado do Pará, fez comentários relacionados à saúde do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. Entretanto, as palavras proferidas pelo parlamentar a respeito do mandatário brasileiro acabaram repercutindo mal e suscitando grande polêmica.

Edmilson Rodrigues chegou a afirmar, na última quinta-feira (07), que o presidente da República, Jair Bolsonaro, "está para morrer". O psolista teria feito essas declarações em alusão à situação do estado de saúde do mandatário do país, que encontrava-se com suspeita de pneumonia, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde Bolsonaro encontra-se internado após cirurgia de retirada de uma bolsa de colostomia.

Aliados do governo rebatem deputado do PSOL

Após a divulgação das declarações do deputado do PSOL, Edmilson Rodrigues, alguns aliados do governo de Jair Bolsonaro, repudiaram, de modo veemente, as falas do parlamentar e inclusive, ameaçaram acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

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Ainda durante a entrevista à TV, o deputado Edmilson Rodrigues fora questionado a respeito do pacote anticrime do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro.

Em resposta à indagação da jornalista da TV Câmara, o parlamentar do PSOL respondeu que o presidente Bolsonaro teria sido constrangido em reassumir o cargo de presidente, mesmo estando internado em leito hospitalar, pelo fato de o mandatário do país não sentir confiança no vice-presidente da República, Antônio Hamilton Martins Mourão, que seria um general de carreira.

Em tom de desacordo com as medidas tomadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Edmilson rodrigues ressaltou que seu partido buscará "inviabilizar na medida do possível", medidas que sejam consideradas pelos integrantes do PSOL, como "contrárias ao interesse nacional e ao interesse público".

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Entretanto, vale ressaltar que, conforme apurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, haveria algum tipo de resistência por parte dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, em relação à permissão para que o vice-presidente, general Mourão, assuma, de modo interino, o governo do país, já que o presidente encontra-se internado para recuperação de uma delicada cirurgia de retirada da bolsa de colostomia.

Alguns ministros do governo Bolsonaro, como o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni e Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, também teriam demonstrado posicionamento contrário a uma interinidade do vice-presidente a frente do governo do país.