O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, irá realizar uma visita ao Brasil nesta quinta-feira (28), para encontro bilateral com o presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro. Vale ressaltar que o líder oposicionista venezuelano se encontra na Colômbia, sob o risco de ser preso se voltar ao seu país. No entanto, o Palácio do Planalto fez a confirmação oficial da reunião entre o presidente brasileiro e Guaidó, através do vice-presidente da República, Antônio Hamilton Martins Mourão, que esteve na Colômbia para o encontro do chamado Grupo de Lima.

Recentemente, os governos do Brasil e da Colômbia tentaram, por meio de seus territórios, possibilitar a entrada de ajuda humanitária à população venezuelana. Porém, soldados do Exército da Venezuela e a Guarda Civil Bolivariana não permitiram o ingresso da ajuda, por determinação do presidente Nicolás Maduro.

Viagem de Juan Guaidó ao Brasil

De acordo com fontes da assessoria de Guaidó, não chegou a ser detalhado o itinerário relacionado à visita ao Brasil. Entretanto, segundo aliados do líder oposicionista, haveria a possibilidade de que ele chegasse ao Brasil por volta das 22h desta quarta-feira (27).

Juan Guaidó já é reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de cinquenta países de todo o mundo.

O objetivo da visita de Guaidó, além de angariar mais apoio à sua condução do país vizinho ao Brasil, seria também em tom de agradecimento ao presidente Jair Bolsonaro pelo apoio recebido. Deverão ser tratados, ainda, assuntos relativos a uma possível transição de Governo no país sul-americano, que se encontra em grave crise econômica e política.

Vale ressaltar que o Brasil, ao lado da Colômbia e em coordenação com os Estados Unidos da América, implementou a tentativa de um plano de ajuda humanitária na Venezuela, por meio da cidade fronteiriça de Pacaraima, no estado de Roraima. Um outro tema que poderá ser tratado entre Guaidó e Bolsonaro é como se dará o retorno do venezuelano ao seu país, já que há o risco de que o mesmo seja detido por tropas militares leais a Maduro.

Apesar de duras críticas feitas a Maduro no encontro recente do Grupo de Lima, ocorrido na Colômbia, a declaração final que reúne 14 líderes de países das Américas descartou qualquer possibilidade, até o momento, de intervenção militar para a retirada de Maduro do poder na Venezuela. Desde a data de 23 de fevereiro, quando Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela, vários países aliados aos Estados Unidos apertaram o cerco contra o regime de Maduro.

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