O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, concedeu uma entrevista à rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira (25), e comentou sobre os supostos casos de candidaturas laranjas que envolvem o PSL. O ministro foi questionado se ele se sente desconfortável diante dessas irregularidades que possam ter acometido o partido do presidente Jair Bolsonaro. Moro respondeu que tudo deverá ser apurado e disse que ninguém ficaria isento de qualquer investigação.

De acordo com o ex-magistrado da Operação Lava Jato, quando ele aceitou o convite de Bolsonaro para chefiar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, foi acertado que "ninguém seria poupado" de investigações, caso houvesse necessidades.

Todos esses detalhes foram repassados para a Polícia Federal e órgãos de investigação. Segundo o ministro, o próprio presidente deixou claro que tudo deve ser apurado. Em suma, Moro disse que as investigações estão acontecendo.

Pacote anticrime

O ministro comentou também em sua entrevista sobre o pacote anticrime apresentado ao Congresso. Ele acredita que não há necessidade de focar apenas na reforma da Previdência, mesmo sendo o projeto mais prioritário do Governo. Para Moro, o pacote anticrime pode ser discutido ao mesmo tempo.

Ele sentiu que o projeto teve boa receptividade dos parlamentares e crê que o projeto terá aprovação.

De acordo com Moro, o projeto é apenas o começo de uma mudança que visa endurecer o combate à criminalidade. No entanto, várias outras coisas deverão ser feitas, como aprimoramento nas investigações.

Em relação ao projeto apresentado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sobre propostas de mudanças para combater a criminalidade e tornar a Justiça mais rápida, Moro disse que o seu é "mais abrangente".

Ele achou que no do ministro faltavam mais ações no combate à Corrupção.

'Licença para matar'

O ministro também foi questionado sobre um dos pontos polêmicos do pacote anticrime que flexibiliza as punições para os policiais, se isso não seria uma "licença para matar".

Moro respondeu que a intenção principal do governo é melhorar as instituições e aprimorar as leis. Segundo ele, haviam muitas queixas sobre a legítima defesa que não era algo bem especificado.

Para o ex-magistrado, aquele que age com "violenta emoção" em legítima defesa, não pode ser considerado um homicida.

Como exemplo, o ministro citou o caso da apresentadora Ana Hickmann, embora não tivesse mencionado o nome dela. O cunhado dela matou um homem que invadiu o quarto de hotel onde a apresentadora estava. Gustavo Corrêa acabou sendo absolvido, pois viram que ele foi alvo de uma situação desesperadora e se defendeu de um ataque.

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