O vice-presidente da República, general Antonio Hamilton Mourão, disse, nesta segunda-feira (25), numa reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, que a Venezuela não saíra fácil da "opressão do regime chavista". Soluções enérgicas deverão ser buscadas para solucionar o problema do país vizinho, defende Mourão. Embora o vice-presidente não concorde com uma intervenção militar na Venezuela, ele declarou que o Governo de Maduro "é uma ameaça".

Para Mourão, é necessário uma solidariedade para amenizar o sofrimento do povo venezuelano e evitar mais conflitos. O general comentou que sanções internacionais devem ser um dos caminhos para desestabilizar o regime chavista.

Entretanto, para o vice, isso deve ser coordenado por órgãos internacionais, como a ONU, por exemplo.

Em entrevista à GloboNews, Mourão disse que é importante evitar o conflito e assim impedir que isso chegue no território brasileiro. O general falou que existem várias formas de ajudar o país vizinho sem utilizar "medidas extremas". Em seu discurso na reunião do Grupo Lima, Mourão também enalteceu a cooperação que existe entre Brasil e Estados Unidos, o que tem ajudado que muitos países vizinhos não entrassem em brigas. O objetivo do governo brasileiro é levar a paz e a segurança na América. Esse seria o caminho correto para superar a crise da Venezuela, destacou o vice-presidente.

Ameaça

Embora usando tons de pacificação, Mourão acabou desabafando diante da situação caótica da Venezuela e afirmou que o governo do presidente Nicolás Maduro é "militarista, não-democrático e criminoso".

Mourão defende eleições organizadas e fiscalizadas pela Organização dos Estados Americanos.

Um outro ponto criticado pelo general é a forma como Maduro conduz o país. Ele nunca teve sua soberania ameaçada e acabou armando a própria população. Nesse caso, o presidente se utilizou de milícias ideologizadas, adquirindo material bélico com grande capacidade de alcance.

Ação americana

Um pouco antes de Mourão falar no Grupo Lima, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse que as penalidades contra as autoridades da Venezuela serão aumentadas. Pence pediu para que os países possam congelar as ações da petrolífera PDVSA.

Além disso, os EUA querem que as nações aliadas possam transferir os ativos do governo venezuelano para o presidente interino Juan Guaidó, reconhecido pelos governos americano, brasileiro e de vários outros países.

Dessa forma, possam restringir a emissão de vistos para pessoas ligadas a Maduro.

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