Nesta segunda-feira (25), o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, fez o anúncio de que o presidente Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Defesa fazer as "comemorações devidas" aos 55 anos do golpe que deu início ao regime militar.

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O regime militar, responsável por depor o presidente João Goulart, durou 21 anos e teve início no dia 31 de março de 1964.

Segundo o porta-voz, Bolsonaro não considera que o 31 de março foi marcado por um "golpe militar". De acordo com o presidente, a data marcou o momento em que a sociedade, reunindo civis e militares, ao perceber o suposto perigo em que o país se encontrava, conseguiu recolocá-lo no caminho e livrar o Brasil de um governo que não seria bom para a população.

Bolsonaro vai estabelecer as 'comemorações devidas' pelo golpe de 64. (Arquivo Blasting News)
Bolsonaro vai estabelecer as 'comemorações devidas' pelo golpe de 64. (Arquivo Blasting News)

Bolsonaro considera a "ditadura militar" como um "regime com autoridade" e já possuía essa opinião desde o tempo em que era deputado.

Segundo Rêgo Barros, as comemorações devem incluir uma ordem do dia, a qual já foi aprovada pelo presidente. A imprensa questionou o porta-voz sobre o significado de "comemorações devidas". Ele respondeu que é aquilo que os comandantes acharem conveniente dentro de suas guarnições. Na semana passada o porta-voz havia informado que não seria feito nenhum tipo de comemoração à data.

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A Comissão da Verdade --instituição criada no governo Dilma Rousseff para descobrir violações de direitos humanos no período militar-- registrou que 434 pessoas desapareceram durante o regime militar ou foram mortas por ele. Apenas 33 corpos conseguiram ser encontrados.

Além disso, em 2014, a Comissão entregou a Dilma um documento apontado a responsabilidade dos crimes a 377 pessoas. Esses foram responsáveis por mortes e desaparecimentos durante o período ditatorial.

Mais informações do porta-voz da presidência

Sobre a reforma da Previdência e as recentes polêmicas envolvendo a sua votação, o porta-voz revelou que Bolsonaro está disposto a manter a paz nas relações com os deputados e senadores. Além disso, ele informou que o presidente fará os esforços que forem precisos para o avanço da proposta.

Em relação a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, o presidente fará um estudo mais profundo sobre a questão em momento oportuno.

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Rêgo Barros ainda informou que o presidente fará os últimos exames para avaliar o seu estado de saúde após a retirada da bolsa de colostomia e ligação entre intestino grosso e delgado. Bolsonaro fará a consulta na quarta-feira (27), no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

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