As promotoras responsáveis pelo Caso Marielle, que também participaram ativamente da força-tarefa que culminou nas prisões de mais três suspeitos de terem participado do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, no dia 14 de março de 2018, ressaltaram as habilidades com armas de fogo do suspeito de ser o autor do crime, Ronnie Lessa. As informações foram divulgadas neste último domingo (17) pelo programa "Fantástico", da Rede Globo.

O Ministério Público (MP) destacou as habilidades de tiro de Ronnie, através de análises de vídeos dele treinando em um estande de tiros, mostrando assim que o assassino possui a habilidade de desferir inúmeros disparos em um só ponto, com uma precisão incrível.

"Executor era um exímio atirador", disse a promotora Letícia Emile Alqueres Petriz sobre PM.

Além disso, a análise de imagens também ajudou a chegar até Ronnie Lessa, pois, através da comparação do braço para fora do carro no dia do crime, houve compatibilidade em relação a musculatura, formato e típico físico do braço do PM reformado, comparados com o mesmo vídeo no estande de tiros.

Outra prova contundente contra Ronnie Lessa é que, pelos vídeos, é possível ver a prótese na perna do PM reformado, que estava de shorts. Ronnie perdeu a perna em 2009, após um atentado a bomba. Desde então, segundo a promotoria, Lessa teria se especializado em atirar dentro de veículos, devido a sua dificuldade de locomoção, ganhando a habilidade de atirar com precisão mesmo em movimento.

Ambos os fatores foram essenciais para que as investigações prosseguissem e, finalmente, conseguissem encontrar o autor do assassinato.

Um dos suspeitos, o homem que foi preso em sua residência com 117 partes de fuzil, que foram atribuídos a Ronnie Lessa, após ter sido preso, passo mal na cadeia na última noite de sábado (16) e foi atendido por um médico, tendo sido apenas diagnosticado com uma crise de ansiedade.

Os outros dois suspeitos de terem participado do crime, Élcio e Alexandre Motta, continuam presos na penitenciária Bangu I, aguardando transferência para um presídio federal.

Polícia lista suspeita de queima de arquivo de possíveis participantes na morte da vereadora

A Delegacia de Homicídios (DH) da cidade do Rio de Janeiro também está investigando o suspeito responsável por ter clonado o veículo Cobalt prata utilizado para cometer o assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes.

Entretanto, o suspeito Lucas do Prado Nascimento da Silva, conhecido como Todynho, foi executado menos de um mês depois da morte da ex-vereadora. O homem foi executado enquanto fazia uma entrega de outro veículo clonado, numa emboscada na avenida Brasil, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A Polícia trabalha com a possibilidade de esse ter sido um crime de queima de arquivo.

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