O deputado federal pelo PSL Eduardo Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (12), em uma entrevista divulgada pelo jornal O Globo, que o assassinato da vereadora Marielle Franco é o mesmo que acontece com muitas outras pessoas no Brasil. De acordo com ele, "ninguém conhecia quem era Marielle Franco antes de ela ter sido assassinada".

Para o filho do presidente Jair Bolsonaro, a oposição tenta associar a morte dela a seu pai. Questionado se a família dele teria alguma relação com os suspeitos que foram presos, já que parentes deles haviam sido lotados no gabinete do seu irmão Flávio Bolsonaro, o parlamentar reiterou que não existia nenhum tipo de contato com esses acusados.

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Dois ex-policiais foram presos em uma ação conjunta da Polícia Civil com o Ministério Público do Rio, nesta terça (12), e foram alvos de apreensão de objetos em suas casas, como computadores e armas. Eduardo Bolsonaro citou que há um "desespero" de querer culpar seu pai pela morte da vereadora.

Para o deputado, a imprensa é um pouco culpada por tudo isso. Para Eduardo, a mídia vive criando coisas e informações inverídicas para prejudicar o governo e sua família. Segundo o parlamentar, todo mundo começou a conhecer a vereadora após a notoriedade de notícias que traziam seu nome na mídia.

Em tom de desabafo, o parlamentar repudia aqueles que querem associar a morte dela com o seu pai. Para ele isso é algo absurdo.

De acordo com Eduardo Bolsonaro, ele e sua família não possuem nenhuma relação com a milícia. Ele citou que seu pai, Jair Bolsonaro, tira várias fotos com policiais e não é por isso que ele deve ser responsabilizado por cada um deles. Eduardo também comentou que seu irmão Flávio deu uma medalha, em 2004, para um dos ex-policiais presos e só por isso agora querem achar que Flávio tem alguma ligação com o suspeito.

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Prisão dos suspeitos

Nesta terça (12), foram presos Ronnie Lessa e Élcio Vieira Queiroz. Entretanto, Eduardo Bolsonaro disse que não acompanhou o caso.

Ele ressaltou que o assassinato de Marielle não é diferente de outros casos que acontecem no país. Ele citou que se uma pessoa mata ele, o jornalista, ou qualquer outra pessoa, tudo é a mesma coisa. Segundo o parlamentar, os assassinatos estão acima de qualquer posição política e os crimes devem ser elucidados.

A reportagem do jornal O Globo questionou que surgiu informações de um suposto namoro de um dos filhos do presidente com a filha de um dos policiais presos.

Eduardo disse que não lembra o nome de todas as suas ex-namoradas, mas disse que não namorou nenhuma filha de PM. Ele concluiu: "se essa informação for verdade, não sou eu não".