Nesta quinta-feira (7), o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, comentou sobre as falas de Jair Bolsonaro. Segundo informações do portal G1, o presidente fez declarações polêmicas durante a cerimônia de aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais, que ocorreu no Rio de Janeiro.

Na ocasião, Bolsonaro disse que tanto a democracia quanto a liberdade só ocorrem quando as Forças Armadas desejam que existam. Contudo, o general minimizou a polêmica, dizendo que as Forças Armadas são o "baluarte da democracia e liberdade".

No comentário, general Augusto Heleno enfatizou que não viu absolutamente nenhum tipo de polêmica nos dizeres do presidente. O general explicou que, naquele momento, Bolsonaro comemorava os 211 anos da existência do corpo de fuzileiros navais e teria disparado algo que "todo mundo sabe". O ministro disse que, historicamente, em todos os países do mundo, as Forças Armadas são o baluarte da liberdade e democracia.

No evento, Bolsonaro, além de dar as declarações que foram consideradas polêmicas, disse que pretende colocar em debate uma nova "retaguarda jurídica" aos militares. O presidente também falou sobre a Reforma da Previdência e ainda citou o "sacrifício" que os militares terão que fazer, pois a reforma atingirá todas as classes.

O texto entregue sobre a reforma da Previdência foi levado no dia 20 de fevereiro. Entretanto, a proposta que inclui os militares ainda não foi entregue. Logo após isso o caso tende a ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), conforme afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Vice-presidente também comentou o caso

Antes do comentário do general Augusto Heleno, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, também se posicionou sobre as falas de Bolsonaro. Segundo Mourão, o presidente foi mal interpretado. Em justificativa, Mourão disse que Bolsonaro avaliou que onde as Forças Armadas não atuam, o compromisso com a democracia e com a liberdade morrem, e esses valores passam a não mais existir.

Presidente do Senado cita 'desconforto' com declaração

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, disse que a declaração de Bolsonaro daria "certo desconforto". Para completar, Alcolumbre lembrou que Bolsonaro foi eleito pelos brasileiros, cerca de 200 milhões de pessoas, e tem a responsabilidade de governar para toda a nação.

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