A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, fez o encaminhamento à Procuradoria-Geral da República de uma solicitação relacionada a um pedido de suspeição de um dos ministros da mais alta Instância do Poder Judiciário brasileiro, Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com um ofício enviado à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a força-tarefa de investigações da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país teria anexado alguns extratos de ligações telefônicas e também de mensagens eletrônicas trocadas pelo ex-senador Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB de São Paulo, e Gilmar Mendes.

Menções a contatos feitos com ministro

Segundo as investigações, teriam sido encontradas menções feitas por parte de envolvidos supracitados nas apurações, em relação ao período em que o ministro Gilmar Mendes analisava a impetração de um habeas corpus de caráter sigiloso, que havia sido movido pela defesa de um dos principais envolvidos em casos relacionados a contratos superfaturados e corrupção na realização de obras relativas ao Rodoanel paulista, o empresário Paulo Vieira de Souza, popularmente conhecido como Paulo Preto.

O empresário é considerado operador do PSDB e foi ex-diretor da Dersa, que é o departamento de estradas e rodagens do estado de São Paulo.

Os investigadores da força-tarefa de apurações da Operação Lava Jato descobriram algumas conversas realizadas que teriam envolvido o ministro Gilmar Mendes. Em uma sequência de diálogos e em trocas de mensagens, primeiramente, o advogado José Roberto Santoro faz uma indagação ao ex-senador tucano Aloysio Nunes.

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Lava Jato

O diálogo prossegue assim: "Caríssimo, você falou com nosso amigo?". De modo positivo, o ex-senador Aloysio Nunes responde à pergunta: "Falei".

Vale ressaltar que o ex-diretor da Dersa é investigado pela força-tarefa da Operação Lava Jato, conduzida em primeira instância pela juíza de Curitiba, Gabriela Hardt. Anteriormente, a força-tarefa era comandada pelo ex-magistrado federal Sergio Moro. O ex-juiz da Lava Jato acabou aceitando o cargo de ministro da Justiça e da Segurança Pública, no governo do presidente Jair Messias Bolsonaro.

Uma das principais medidas a serem tomadas pelo ministro no atual governo trata-se da implementação de um pacote anticrime, com intuito de se combater crimes relacionados à corrupção de "colarinho branco", como também o crime organizado e crimes violentos no país.

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