Na tarde desta sexta-feira, 1° de março, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado através do chefe da Custódia da Polícia Federal sobre a morte de seu neto, Arthur Araújo Lula da Silva, de apenas 7 anos. A criança faleceu em decorrência a uma meningite meningocócica. O quadro de tratamento foi irreversível e não pôde ser controlado. Arthur foi levado ao Hospital Bartira, em Santo André, no ABC paulista, e faleceu por volta das 12h36.

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Após seus advogados entrarem com pedido na Justiça, Lula foi autorizado a ir ao velório do seu neto. Ratinho Júnior, governador do Paraná, cedeu uma aeronave para o transporte.

No pedido, segundo informações do portal UOL, os advogados de defesa evidenciam que estão dispostos a "determinar providências específicas" em formato de acordo.

Um dos pontos levantados pela defesa foi de assumir o compromisso de não divulgar o trajeto que será realizado pela Polícia Federal para deslocar o ex-presidente até o local do velório.

Neste mesmo ano, Lula também tentou comparecer no velório do irmão, Vavá, que faleceu no final de janeiro. No entanto, a Justiça tardou na autorização e o caso chegou até o Supremo Tribunal Federal. O presidente da Corte, Dias Toffoli, autorizou Lula a ir, mas já era tarde, pois Vavá já estava sendo sepultado.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, a polícia se mobiliza para transportar o petista. O objetivo é que o trajeto mantenha-se em segredo para evitar possíveis problemas. Lula está preso desde o dia 7 de abril de 2018.

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Neto de Lula

Desde o dia em que foi preso, Lula recebeu a visita do neto em duas oportunidades. Arthur tinha 7 anos e era filho de Sandro Lula da Silva e Marlene Lula da Silva. A criança foi vítima de uma meningite meningocócica, doença que age no sistema autoimune e deve ser rapidamente tratada. A doença pode ser transmitida através de diversos agentes infecciosos, sejam eles vírus, bactérias ou fungos.

O processo é uma inflamação das meninges, que envolvem o cérebro e também a medula espinhal.

É considerada uma doença bacteriana e juntamente com a meningite pneumocócica é apontada como uma grave doença.

Segundo dados do Ministério da Saúde, no ano passado foram apontados mais de 1.000 ocorrências da doença. No total, ocorreram mais de 200 mortes. O ministério alertou que a doença se manifesta na forma bacteriana mais próximo das estações de outono-inverno e na forma viral na época da primavera-verão.

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