O Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado por Sergio Moro, já teria descoberto quem foram os responsáveis pelas ameaças contra o senador Marcos do Val (PPS-ES) e sua família. Segundo o site Gazeta Online, o próprio parlamentar informou que Moro levou a notícia a ele em seu gabinete, durante conversa que tiveram sobre o pacote anticrime, nesta segunda-feira (8). Vale ressaltar que o senador será o relator de uma parte do projeto no Congresso.

No entanto, Marcos do Val não quis passar mais informações sobre os responsáveis, já que a Polícia está trabalhando no caso.

Ele apenas disse que são várias pessoas envolvidas e os autores já foram descobertos após trabalho dos agentes federais em sintonia com o Ministério da Justiça.

No início deste mês, o senador fez um boletim de ocorrência citando diversas ameaças que chegaram até ele através de e-mails. As ameaças envolviam a irmã do parlamentar que teve que sair do Estado do Espírito Santo com medo de alguma ação criminosa. Os ameaçadores exigiam que Marcos do Val não levasse à frente o pacote anticrime de Moro, que visa um combate mais acentuado à corrupção, aos crimes violentos e às organizações criminosas.

De acordo com a mensagem dos agressores, eles relataram que a irmã do parlamentar iria pagar caro por tudo isso, Eles iriam estuprá-la e sequestrá-la.

Em um outro e-mail, já mais agressivo, os ameaçadores disseram que pretendiam matá-la caso o pacote anticrime conseguisse aprovação no Senado.

Visita de Moro

Moro foi até o gabinete de Marcos do Val nesta segunda-feira (8) e os dois conversaram sobre diversos assuntos envolvendo o pacote anticrime. Segundo o parlamentar, ficou combinado com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de que, enquanto a reforma da Previdência estivesse tramitando na Câmara, o pacote anticrime estaria em evidência no Senado.

Seria uma forma de não perder tempo com os projetos importantes defendidos pelo Governo de Jair Bolsonaro.

Na conversa entre do Val e Moro foram explicados ajustes pontuais sobre o projeto. Uma das primeiras ações é buscar audiências públicas com líderes de partidos para saber deles a opinião sobre as propostas. O senador elogiou o pacote criado por Moro e declarou que o ponto mais relevante para ele é a prisão após a condenação em segunda instância.

Vale ressaltar que este tema já chegou a ser marcado para julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e aconteceria no dia 10 de abril. Entretanto, o ministro e presidente da Corte, Dias Toffoli, decidiu adiar e tirou da pauta da Corte o assunto sobre prisão após condenação em segunda instância.

Alguns ministros da Corte não compactuam com a jurisprudência atual do STF sobre esse tema. Contudo, uma mudança de entendimento dos ministros, seria um retrocesso contra a corrupção, segundo visão dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato e do próprio ministro Moro.

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