Nesta terça-feira (27), o portal UOL, em parceria com o site The Intercept Brasil, divulgou diálogos entre procuradores da Lava Jato. Nas conversas, os procuradores ironizam a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia e o luto de Lula. Os diálogos também mostram divergências entre os procuradores acerca dos pedidos do ex-presidente para comparecer aos velórios do irmão Vavá e do neto Arthur, que faleceu no último mês de março, aos 7 anos.

As primeiras mensagens ironizam a morte de Marisa Letícia, que teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) no dia 24 de janeiro de 2017. Na ocasião, o procurador Deltan Dallagnol afirmou durante as conversas que havia recebido a informação de que a ex-primeira-dama havia chegado ao hospital "como vegetal". Em resposta, o procurador Januário Paludo escreveu: "estão eliminando testemunhas".

Velório do irmão de Lula

De acordo com a reportagem, em 29 de janeiro deste ano, o procurador Athayde Ribeiro Costa compartilhou no grupo "Filhos de Januário 3", no Telegram, a informação de que Vavá, irmão do ex-presidente, havia falecido.

Dallagnol afirmou que Lula pediria liberação para comparecer ao velório do irmão. Deltan enfatizou que se Lula fosse liberado seria instaurada uma enorme confusão no local. Costa rebateu afirmando que se a liberação fosse negada, seria um "prato cheio" para a ONU (Organização das Nações Unidas). Os procuradores divergiram opiniões acerca da liberação de Lula.

Em um trecho do diálogo, o procurador Orlando Martello alertou sobre o risco de militantes não deixarem Lula retornar à Superintendência da PF.

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Polícia Lava Jato

Já o procurador Diogo Castor afirmou que Lula teria direito de deixar a prisão, por estar entre os presos que cumprem pena em regime fechado. Castor alerta nas mensagens que de acordo com a Lei de Execuções Penais, presos nessas condições podem deixar a unidade prisional em casos de morte ou doença grave de cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão. Em outro trecho do diálogo, após tomar conhecimento da negativa da força-tarefa acerca do pedido de Lula, o procurador Januário Paludo ironizou: "o safado só queria passear".

Permissão para ir ao velório do neto

Ainda segundo a reportagem, da mesma maneira que ocorreu na morte do irmão de Lula, a informação sobre a morte de seu neto, Arthur, também foi compartilhada entre os procuradores. Porém, desta vez, em um outro grupo do Telegram, o "Filhos do Januário 4". Arthur veio à óbito devido a uma infecção generalizada provocada por uma bactéria. A informação foi confirmada através de laudo da necropsia.

Acerca da notícia, a procuradora Jerusa Viecili se manifestou no grupo em tons de ironia: "preparem para nova novela ida ao velório". À época, Lula conseguiu autorização para ir ao velório do neto e foi transportado por uma aeronave cedida pelo Governo do Paraná. Sobre o conteúdo das mensagens, a força-tarefa da Lava Jato afirmou que não se manifestaria sem antes ter acesso ao conteúdo na íntegra dos diálogos.

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