Em decisão publicada no Diário Oficial da União da última terça-feira, (13), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) exonerou o secretário de imprensa do Palácio do Planalto, Paulo Fona. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a decisão aponta que o Governo passa por uma nova crise de comunicação.

Desde que tomou posse, Bolsonaro já nomeou e exonerou secretários de imprensa quatro vezes seguidas. Antes de Paulo Fona ser nomeado, no último dia 7, a cadeira ficou vaga por mais de um mês. O secretário anterior, Fernando Diniz, permaneceu por menos de um mês no cargo.

Fona foi indicado por Fábio Wajngarten, chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social). Segundo a Folha, o profissional tem "perdido poder" no governo. Recentemente o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, retirou da Secom a estrutura do porta-voz da presidência.

Fona diz que ficou surpreso com exoneração

Em nota, Paulo Fona afirmou que não esperava a exoneração. De acordo com a Folha, o motivo da saída foi o histórico profissional dele, que atuou para quadros de partidos como o MDB, PSDB e PSB.

"Fui convidado para a Secretaria de Imprensa, alertei-os de meu histórico e minha postura profissional e a intenção de ajudar na melhoria do relacionamento com a mídia em geral", declarou ao jornal, ressaltando que sabia do desafio "imenso" em lidar com o governo Bolsonaro. Além disso, Fona disse que "esperava maior profissionalismo".

Comunicação em crise

A Folha também elencou as crises de comunicação que o governo Bolsonaro tem passado. Dentre elas, estão as declarações do presidente em encontros com jornalistas em cafés da manhã.

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Em uma delas, o chefe de governo chamou nordestinos de "paraíbas", adjetivo considerado pejorativo. Desde então, Bolsonaro não marcou mais nenhum encontro semelhante.

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