No dia 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados. Um ano e seis meses depois, a morte dos dois ainda não foi completamente esclarecida.

Neste período, duas pessoas foram presas. Na última terça-feira (17), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou à Justiça o crime de obstrução à investigação dos assassinatos e pediu a federalização do inquérito.

Dogde alegou "ineficiência" na investigação conduzida na esfera estadual.

A procuradora suspeita que Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, teria sido o mandante do crime.

Assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

O crime aconteceu na região central do Rio de Janeiro. A vereadora Marielle Franco foi participar em um evento na Lapa, acompanhada de sua assessora Fernanda Chaves e do motorista Anderson Gomes.

Naquela noite de 14 de março, após sair do evento, o carro da parlamentar foi seguido e alvo de disparos de criminosos. Ela morreu, assim como o seu motorista Anderson Gomes. Fernanda Chaves foi a única sobrevivente.

A repercussão da morte da vereadora do PSOL atingiu o país e o mundo. Manifestações aconteceram e reivindicações para solucionar o crime passaram a ser uma pauta política neste Brasil polarizado.

Contudo, após 549 dias, a pergunta continua a mesma. As famílias esperam pela solução do crime e que os responsáveis sejam presos e punidos.

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Marielle Franco, mulher, negra, favelada e criada na Maré

Neste ano, a parlamentar completaria 40 anos, ela nasceu e foi criada no conjunto de favelas do Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. A morte de bala perdida de uma amiga contribuiu para que ela atuasse na política.

A seguir deste episódio traumático, Marielle passou a se envolver na militância por direitos humanos. Ela se formou em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

A vereadora era mestre em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Em 2016, ela foi eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, recebendo 46,5 mil votos. Na época ela participava da comissão que acompanhava a intervenção federal que acontecia na capital carioca.

A investigação

Dois meses depois do crime, uma testemunha procurou a polícia para dizer que um policial militar e um ex-PM teriam participado do assassinato.

Os suspeitos seriam ligados ao miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, que seria sócio do vereador Marcello Siciliano (PHS).

De acordo com a testemunha, Orlando e Marcello teriam durante uma conversa chamado Marielle de "piranha do Freixo", já que a vereadora antes de ser eleita trabalhava na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro com o então deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).

A motivação do crime, segundo a testemunha, seriam as ações políticas de Marielle em favelas da zona oeste do Rio dominadas por milícias. teria também despertado a fúria dos milicianos. Orlando e Marcello negaram qualquer envolvimento no assassinato da parlamentar.

Em novembro de 2018, o então ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou que a Polícia Federal passaria a investigar a suposta existência de grupo que estaria atrapalhando e impedindo as investigações do assassinato de Marielle. O inquérito foi instaurado para apurar o envolvimento de agentes públicos, milicianos e contraventores.

No mês que completaria um ano do crime, a Polícia Civil prendeu dois suspeitos de participação direta no assassinato. O PM reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, teria sido o autor dos disparos, e o ex-PM Élcio Vieira Queiroz, de 46, estaria dirigindo o carro.

O assassinato teria sido planejado durante 3 meses e os envolvidos teriam pesquisado não apenas a rotina da vereadora, mas também a de Marcelo Freixo e sua família.

Ronnie e Élcio foram denunciados pelo homicídio qualificado de Marielle e Anderson e pela tentativa de homicídio de Fernanda Chaves e estão presos em penitenciárias federais.

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