De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, está passando por momentos de pressão e vivendo uma questão delicada no Palácio do Planalto. Após voltar da Assembleia Geral da ONU, da qual participará nesta terça-feira (24), ele terá que decidir se assinará um diploma que beneficiará o cantor e compositor Chico Buarque com o Prêmio Camões. A cúpula do Governo está dividida e o mandatário brasileiro ainda terá que definir qual a melhor decisão.

O Prêmio Camões é o principal troféu literário da língua portuguesa.

Brasil e Portugal foram os criadores desse prêmio. Ambos os países já depositaram a quantia destinada ao vencedor, no valor de 100 mil euros.

Entretanto, o que está chamando a atenção nisso tudo, conforme divulgado pela Folha de S.Paulo, é que Bolsonaro ainda não assinou o diploma, tarefa já feita pelo governo de Portugal.

O ministro que está com os documentos nas mãos é Osmar Terra, da Cidadania. Ele será o responsável em conversar com Bolsonaro para chegarem a uma melhor solução sobre esse caso.

Racha no governo

Integrantes do governo, considerados do setor moderado, defendem que o documento seja assinado, pois o dinheiro já foi depositado pelo Brasil no mês de junho e isso não deixa de ser apenas um protocolo a ser seguido pelo presidente.

Ainda mais, para evitar supostas críticas que possam surgir diante de um constrangimento com o governo português.

Por outro lado, os integrantes do governo que fazem parte do núcleo ideológico defendem que o presidente não assine esse documento. Seria uma forma, segundo eles, de Bolsonaro mostrar que não é de acordo com dinheiro público indo para o bolso dos artistas, no caso, ações que não são consideradas prioritárias.

Em síntese, o ex-capitão também mostraria ao Brasil que ele não é de acordo com as decisões tomadas por governos anteriores em relação a esse assunto.

Críticas

Um dos fatos que pode pesar bastante na decisão de Bolsonaro é que Chico Buarque sempre se mostrou contrário ao governo do ex-capitão. O músico, por exemplo, apoiou a candidatura à Presidência da República do petista Fernando Haddad, no ano passado.

Na semana passada, ele também foi visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Lula cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro na ação do triplex de Guarujá.

Especialistas ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulo disseram que Bolsonaro não tem obrigação em assinar o diploma. No entanto, em 30 anos, nunca um presidente deixou de firmá-lo.

O cantor havia pedido que a cerimônia ocorresse em abril, em Lisboa, mas o governo de Portugal ainda não comentou sobre isso.

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