Nesta segunda-feira (23), o Ministério Público Federal no Paraná anunciou que a força-tarefa da Operação Lava Jato firmou acordo de leniência com a empresa Purunã, que prevê uma compensação de R$ 20,5 milhões.

No acordo, firmado na última quinta-feira (19), a Purunã reconheceu que gerou caixa para que a RodoNorte realizasse pagamentos ilícitos, visando à obtenção de modificações contratuais benéficas à concessionária.

Segundo o procurador Felipe Camargo, integrante da força-tarefa, "este é o primeiro acordo com empresa que participou lateralmente no esquema de concessões rodoviárias do Paraná, proporcionando informações sobre como foi gerado dinheiro em espécie para pagamentos de propinas a altas autoridades do estado".

Destino, causa de altos pedágios

De acordo com o Ministério Público Federal, do dinheiro recuperado, R$ 20 milhões serão destinados a obras consideradas prioritárias pelo DER/PR (Departamento e Estrada de Rodagem do Paraná) nas rodovias concedidas à RodoNorte.

O resto do dinheiro deve ir para os cofres do estado.

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, ressaltou o quão importante é este tipo de acordo. "Os acordos inéditos na área de concessões feitos pela Lava Jato permitiram explicar pedágios caríssimos, estradas sem duplicação e a falta ou demora das obras. Os paranaenses querem virar a página dessa história", disse.

Alexandre Jabur, também procurador da Lava Jato, destacou "esta é a primeira de uma série de empresas que agiram de forma semelhante, algumas das quais vêm buscando o Ministério Público Federal para contribuir para as investigações".

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Quanto às empresas que buscam o MPF e a atitude de indenizar a sociedade, o procurador destacou que "é positiva e deve ser estimulada".

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