Nesta quarta-feira (11), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ver dificuldades para o avanço na Casa de uma proposta de imposto nos moldes da antiga CPMF. Em reunião em sua residência oficial, Maia recebeu vários parlamentares e 27 secretários de estado da Fazenda.

"Não sou daqueles que dizem para não mandar para a Câmara, é direito do governo mandar uma proposta, e a Câmara e o Senado decidirem, mas as reações foram contundentes da dificuldade da CPMF na Câmara dos Deputados", afirmou Maia.

Reforma tributária

No final da tarde desta quarta (11), em sua conta o Twitter, Jair Bolsonaro desmentiu a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeiras (CPMF).

O presidente ainda comentou a exoneração do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, afirmando que ela ocorreu "por divergências no projeto da reforma tributária".

Na nota em que anunciou a exoneração do secretário, o Ministério da Economia destacou "que não há um projeto de reforma tributária finalizado" e que a equipe econômica "trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento".

O presidente da Câmara ainda destacou que acha importante que o Executivo encaminhe sua proposta de reforma tributária e disse acreditar que o texto será encaminhado para a Casa já nos próximos dias. "O governo deve encaminhar uma proposta para a gente saber o que ele pensa sobre reforma tributária, porque é uma mudança profunda, não apenas sobre tributos, mas sobre bens e serviços e renda", disse.

Conforme Maia, um acordo está sendo construído acordo para atender a algumas demandas dos estados, como uma transição mais curta e um fundo de compensação e desenvolvimento regional. Ele também informou que pretende extender o prazo, que terminaria nesta quarta-feira (11), para que os deputados apresentem emendas para a proposta da reforma tributária.

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