Na última quinta-feira (27), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), novamente fez críticas duras à imprensa em sua live semanal no Facebook. Bolsonaro lamentou que a Medida Provisória (892/2019), que tira toda a obrigatoriedade de as empresas com capital aberto publicarem seus balanços na mídia expressa, poderá ter perdido a validade de ser votada pelo parlamento. Logo em seguida, o presidente chegou a citar em recomendar aos empresários para não anunciarem em determinados jornais ou revistas que fazem críticas ao Governo.

O presidente também chegou a dizer, que fará uma reunião em São Paulo na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) no começo de março e uma das pautas que vai propor é não anunciarem em mídias que divulgam, o que chamou de “mentiras”. Destaca que jornais como Folha de S. Paulo ou a revista Época, não podem ser financiados, porque publicam “mentiras” a toda hora contra seu governo. Ele afirmou que se der errado seu governo, a economia do Brasil vai voltar a “sofrer”. Segundo ele, há mídias que não mentem e são aquelas que merecem atenção.

Bolsonaro disse que vai fazer um pedido para que os ministros não cedam entrevistas aos jornalistas de empresas de jornalismo que fazem críticas ao governo. Entre as empresas que os ministros poderão dar entrevistas está a CNN Brasil e descartou a Globo. Disse também, que parou de dar entrevistas na frente do Palácio do Alvorada, porque segundo ele, a mídia distorce tudo. Disse que o CNN Brasil, pelo que teve de informação, vai ser diferente do que a Globo.

E torce para ser real essa informação.

Bolsonaro disse que não vai renunciar ao seu mandato e também, não vau liberar nenhuma verba pública para financiar essas empresas de jornalismo. Afirmou ainda que “graças a Deus”, o governo tem as mídias sociais e a propaganda é custo zero.

Bolsonaro disse que GLO não vai ser eterna

Na sua live, além de fazer duas críticas a imprensa e dizer que não vai mais financiar esse tipo de mídia, também disse que a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) não poderá ser eterno.

Bolsonaro pediu ao governador do Ceará, Camilo Santana (PT), para que se empenhasse para que a greve dos PMs (Policiais Militares) tivesse um fim. Bolsonaro demonstrou um certo medo de eventuais punições dos soldados das Forças Armadas para garantir a ordem ao Estado.

Segundo Bolsonaro, o governador que resolva o problema, porque ele é do Estado e vai ser melhor para “todo mundo”. Disse para Camilo negociar com os policiais e disse que a GLO não é “ad aeternum” (expressão em latim que quer dizer “para sempre”). Bolsonaro disse, que no passado eram outros os presidentes, mas que com ele, não é.

Espera que o governador Camilo, que tem plena responsabilidade no caso como ele ficou sabendo, está buscando uma melhor solução para a greve. Porém, disse que tem que se empenhar mais para buscar solução e os agentes policiais voltarem ao serviço.

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