Na última quarta-feira (4), o processo de impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou ao fim. E, de acordo com veículos especializados em coberturas políticas, tudo correu conforme o esperado, uma vez que o Senado estadunidense acabou absolvendo Trump das acusações feitas pela Câmara dos Deputados, que chegou a aprovar o impeachment do presidente.

Durante a votação no Senado, é possível afirmar que os participantes deveriam votar em “culpado” ou em “não culpado” depois de analisar as provas, exatamente como é feito em um julgamento de cunho criminal.

Donald Trump tinha contra ele duas acusações. A primeira delas era relativa ao abuso de poder. A segunda, por sua vez, estava ligada a uma suposta obstrução do Congresso.

De acordo com informações do Conjur, o presidente dos Estados Unidos foi absolvido da primeira acusação com 52 votos do partido Republicano e 48 votos dos democratas. No que se refere a obstrução do Congresso, a absolvição se deu por 53 votos dos republicanos e por 47 dos democratas.

É possível afirmar que para a aprovação do processo de impeachment seriam necessários 67 votos (o que representa 2/3 do total de membros do Senado).

A partir disso, Trump seria condenado e, posteriormente, removido da presidência dos EUA.

A votação, entretanto, aconteceu exatamente dentro do que era previsto pelos partidos. Para que o presidente sofresse um impeachment, 20 senadores do partido Republicano precisariam se alinhar com os do partido Democrata.

Julgamento fugindo do tradicional

De acordo com o Conjur, o julgamento que aconteceu no Senado dos Estados Unidos fugiu bastante do tradicional.

Nesse sentido, o site afirmou que os Republicanos, que representavam a maioria, chegaram a vetar que testemunhar fossem intimadas, em especial as que poderiam corroborar as acusações ligadas ao abuso de poder. A partir disso, foi forçado um julgamento de cunho sumário, no qual somente as falas de acusação e defesa foram aceitas.

Ainda se mostra válido destacar que a acusação em questão aconteceu por Donald Trump ter chegado ao ponto de pressionar o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a fazer declarações públicas sobre as investigações conduzidas pelo governo do seu país acerca de Joe Biden, ex-vice-presidente dos EUA.

Até esse momento, algumas pesquisas indicavam que Biden seria adversário de Trump na corrida presidencial que acontecerá ainda em 2020.

De acordo com o site Conjur, durante um telefonema feito diretamente para o presidente da Ucrânia, Donald Trump chegou ao ponto de condicionar a libreação de uma verba alta, referente à ajuda militar, assim como a visita do presidente ucraniano à Casa Branca a essas declarações.

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