Sergio Moro foi convidado para integrar o Governo do atual presidente Jair Bolsonaro do final do ano de 2018, após terminar as eleições presidenciais. Moro decidiu aceitar o convite, entrando no governo de Bolsonaro e gerando grande ansiedade para muitos brasileiros. No entanto, a relação com o presidente mostra não estar nada harmônica.

Nesta quinta-feira (23), o jornal Folha de S.Paulo revelou que Moro pediu demissão do ministério. De acordo com as informações, o político desistiu de seu cargo após se reunir com Jair Bolsonaro e o mesmo revelar que pretendia trocar o comandante da Polícia Federal.

O atual diretor-geral da Polícia Federal é Maurício Valeixo, um homem que mostra ser de confiança de Moro. Ainda de acordo com as informações concedidas pela Folha, Jair Bolsonaro está pretendendo ter um maior controle sobre a Polícia Federal, ameaçando de realizar a troca desde o ano de 2019. A decisão do presidente estava sendo adiada, no entanto, deverá ser executada durante os próximos dias.

O ministro Moro se tornou uma figura conhecida no Brasil e no mundo devido à operação Lava Jato. O ministro foi o grande responsável pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pelo juiz por Corrupção. Após realizar o fato e devido ao seu trabalho na Lava Jato, Moro foi considerado por milhões de brasileiros como um herói-nacional.

Antes das eleições presidenciais que ocorreram no ano de 2018, Sergio Moro foi cotado por diversos jornais como um dos nomes entre os candidatos para o cargo de presidente.

Entretanto, o ministro optou por não concorrer. Mesmo assim, conseguiu ganhar um enorme destaque ao aceitar o convite feito por Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, tentando achar medidas para lutar contra a corrupção, de acordo com o mesmo.

Antes da publicação desta matéria, o último tuíte realizado na conta oficial de Moro foi sobre uma operação da Polícia Federal, aonde havia uma parceria da Controladoria-Geral da União.

Bolsonaro, por sua vez, supostamente está tentando mudar a decisão de Moro.

Moro tem usado como vitrine a redução da taxa de homicídios, a qual foi iniciada durante o governo de Michel Temer (MDB).

Durante o mês de novembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF), barrou a prisão de condenados logo após a segunda instância. A decisão em questão possibilitou que Lula, condenado pelo juiz, fosse solto.

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