Nesta última terça-feira (28), o governador do estado do Rio de Janeiro Wilson Witzel deu uma entrevista à CNN Brasil na qual confirmou que teria feito um convite ao ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, manifestando sua disposição em entregar parte da administração do estado nas mãos do ex-juiz, caso o mesmo tivesse interesse em atuar como Secretário de Justiça do RJ. No entanto, a função não existe mais, dada a sua extinção, mas o que ficou claro é que, caso Moro aceitasse a função, poderia haver uma recriação dela.

Apesar da possibilidade de reabertura da função de secretário de Justiça do estado do Rio de Janeiro, Witzel garantiu que não recriará a Secretaria de Segurança Pública no estado.

Colega

O governador Wilson Witzel foi enfático em sua fala ao referir-se à figura de Moro como "colega de magistratura", como também à citação de seu nome para que não restassem dúvidas do interesse em sua pessoa.

Ele também propôs a colaboração da até então inexistente Secretaria de Justiça visando o aperfeiçoamento das estruturas e minimizando quaisquer problemas ao apontar que o Conselho de Segurança do Estado já reúne órgão possibilitando uma força conjunta não só com o órgão como com as outras secretarias.

Witzel tornou público seu interesse nos serviços de Sergio Moro sintetizados pelo mesmo como "ajuda no combate à corrupção", ele também ressaltou o conhecimento do ex-juiz e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.

Convite a Moro

Além do ensejo, o governador do Rio sinalizou abertura em seu Governo "para quem quer combater a corrupção e o tráfico de armas e drogas".

Witzel confirmou ter feito um convite formal a Moro, mas a inclinação do ex-ministro da Justiça estaria mais para o retorno ao Estado do Paraná para a reorganização de sua vida.

Investigação do presidente Bolsonaro

No ar, Wilson Witzel também cobrou uma investigação por parte do Supremo Tribunal Federal, o STF. O intuito seria levar à frente investigações da pessoa do presidente da República Jair Bolsonaro, no caso de ter havido ou não interferência na PF, a Polícia Federal.

A motivação seria a troca na direção do órgão policial. “Pela declaração do ministro Moro, Bolsonaro está tentando colocar um diretor-geral da PF, como agora já nomeou, com a preocupação que a PF poderia estar investigando pessoas ligadas a ele”, apontou Witzel.

Dada a desconfiança e trâmite político, o governador Wilson Witzel insiste que investigações do presidente da República sejam levadas adiante para que, segundo ele, fique claro se houve ou não tentativa de interferência na Polícia Federal, a PF.

O governador do Rio de Janeiro também relembrou o que foi, segundo ele, uma acusação por parte de Bolsonaro à sua pessoa no que dizia respeito a sua própria interferência (a de Witzel) na Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro.

Não obstante, Wilson realçou a permanência do ministro do Supremo Celso de Mello até o mês de setembro, denotando o tempo que Mello terá para a realização da investigação.

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