O Ministério Público pode pedir a prisão de Frederick Wassef, advogado do senador Flávio Bolsonaro e do presidente da República Jair Bolsonaro.

Segundo os demais advogados de Flávio Bolsonaro, a saída de Wassef da defesa do senador 'já está sacramentada' e, portanto é necessário que se faça o afastamento imediato do advogado que manteve Fabrício Queiroz em sua residência em Atibaia (SP) por mais de um ano. Para formalizar o afastamento, Wassef precisará assinar documentos renunciando a função que ocupa e/ou substabelecendo poderes.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, com os avanços das investigações, a advogada Luciana Pires é a mais cotada para assumir os processos do Rio. O plano do senador é de que o futuro advogado seja um exímio e renomado profissional que tenha a alçada de coordenar assuntos jurídicos com a finalidade de atuar de forma eficiente e eficaz nas cortes de Brasília.

Queiroz tem o pedido de prisão domiciliar negado

Na madrugada deste sábado (20), o ex assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos – RJ), Fabrício Queiroz, teve o pedido de prisão domiciliar negado pela desembargadora Suimei Cavaleiri (3.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio). A defesa de Queiroz alega que o pedido de prisão domiciliar diz respeito ao estado de saúde do investigado.

Queiroz está fazendo um tratamento contra um câncer no intestino e também fez há dois meses uma cirurgia de próstata. Segundo os advogados, tais situações deixam o acusado vulnerável ao Covid-19 dentro da prisão preventiva em que se encontra, no Bangu 8.

Mas, segundo a Polícia não há motivos para preocupação a princípio, pois o preso ficará isolado pelo período de 14 dias numa cela de 6m² com pia, sanitário e chuveiro. Portanto, em situação favorável para evitar a infecção pelo novo coronavírus.

Queiroz foi preso na residência de Wassef

Fabrício Queiroz foi preso na última quinta-feira (18), na cidade de Atibaia no interior paulista. O esconderijo foi no imóvel pertencente a Frederick Wassef, advogado de Flávio e Jair Bolsonaro (sem partido). O caseiro da propriedade informou à polícia que Queiroz estava no local há mais de um ano.

No momento, a ação permanece em segredo de Justiça. Apesar da negativa de Cavaleiri, o habeas corpus para a prisão domiciliar ainda passará pelo julgamento do colegiado da 3.ª Câmara Criminal, que ainda não tem data definida, porém as informações são de que acontecerá, conforme as diligências das partes envolvidas no processo que investiga o suposto esquema de rachadinha (envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e os servidores da Alerj - Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro - 2003 a 2019), e o crime de lavagem de dinheiro.

O responsável por decretar a prisão de Fabrício Queiroz e investigar o esquema é o juiz Flávio Nicolau, da 27º Vara Criminal de Justiça do Rio de Janeiro.

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