Rumores sobre uma possível candidatura do ex-ministro da Justiça Sergio Moro à presidência da República tem ganhado força nas últimas semanas. Moro não confirmou e nem descartou a possibilidade de concorrer nas Eleições de 2022.

Nesta terça-feira (23), a rádio Jovem Pan entrevistou a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). A possível candidatura foi tema da entrevista.

Zambelli acredita que as chances de uma candidatura são grandes. Definindo Sergio Moro com perfil de ministro, até por sua esfera jurídica, a deputada acredita que o objetivo inicial do ex-ministro era uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Como suas chances de entrar para a Suprema Corte foram praticamente extintas após a saída dele do atual governo, candidatar-se a um cargo público em 2022, segundo Zambelli, tornou-se a opção mais evidente.

Zambelli analisa o novo trabalho de Moro como colunista, as entrevistas fornecidas e o seguimento na esfera pública como fortes indícios da futura candidatura. Uma disputa contra Jair Bolsonaro (sem partido) é a aposta da deputada.

Segundo turno entre Moro e Bolsonaro

Durante a entrevista, Zambelli disse que a esquerda apoiaria Bolsonaro em um eventual segundo turno.

A deputada acredita que Bolsonaro venceria as eleições com o apoio da esquerda, citando o auxílio emergencial como vantagem do atual presidente.

O auxílio fornecido para a população de baixa renda durante a pandemia seria uma forma de mostrar que Bolsonaro se importa com os mais pobres, segundo ela.

Além do auxílio emergencial, ela citou também a PL de saneamento básico e o MST. Na opinião da deputada, o povo era manobrado pelos governos anteriores, com moedas de troca.

Chegou a citar o PT (Partido Dos Trabalhadores), alegando chantagens em troca de votos. Menciona as terras usadas pelo ex-presidente Lula, segundo ela, sem escrituras, que foram fornecidas a mais de 9 milhões de pessoas.

Essas pessoas que serviram de manobras no passado, hoje são cuidadas por Bolsonaro, afirma a deputada.

E isso influenciaria diretamente na decisão de voto.

Outro fator que beneficiaria Bolsonaro, segundo Zambelli, é falta de expressividade de Moro, definido por ela como uma pessoa de difícil leitura. Ela afirma que o povo gosta de sentir a pessoa, e que isso não é característico de Sergio Moro.

Relação atual

No dia 11 de junho deste ano, Sergio Moro deu uma declaração sobre o casamento de Carla Zambelli, onde afirmou ter aceitado o convite de padrinho de casamento por constrangimento, que não tinha intimidade com a deputada.

Em uma entrevista ao grupo RIC, ele reconheceu que o uso do termo foi infeliz, pediu desculpas e desejou tudo de bom a deputada.

Na entrevista, Zambelli afirmou que o ex-ministro é página virada.

Ao falar das acusações que enfrenta, entre pedidos de cassação e inquéritos criminais no STF, ela afirma que a conversa exposta por Moro foi seletiva e defende que nunca quis comprá-lo. Segundo ela, uma retratação nesse sentido seria o melhor pedido de desculpas.

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