No último domingo (7), uma série de manifestações contrárias à gestão do presidente da República, Jair Bolsonaro, aconteceram em todo o Brasil. De acordo com informações publicadas pelo colunista Gerson Camarotti, da GloboNews e G1, tais protestos eram favoráveis à democracia e contrários ao racismo. Segundo o site citado, tais manifestações acabaram por ligar uma espécie de “sinal de alerta” no Governo federal.

Conforme o publicado pelo site em questão, nas últimas semanas os atos contrários a Jair Bolsonaro estavam passando por um represamento. Isso, por sua vez, foi consequência da pandemia, visto que existe a recomendação de que se evite aglomerações para que a propagação da Covid-19 no Brasil seja freada.

Assim, somente os apoiadores do presidente da República, que chegam a negar a gravidade da situação, estavam indo às ruas para se manifestar a favor do fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), bem como para defender outras pautas consideradas antidemocráticas. A título de ilustração dessas pautas, é possível citar os pedidos constantes de uma intervenção militar e o fechamento do Congresso Nacional.

Como os atos citados acabaram ganhando notoriedade, inclusive contando com a presença de Bolsonaro, segundo o G1, essa ascensão das pautas antidemocráticas acabaram fazendo com que vários grupos acabassem se unindo em favor da democracia. Portanto, mesmo com as recomendações das autoridades de saúde, os manifestantes foram às ruas para dar o seu recado ao governo federal.

Bolsonaro muda postura frente às manifestações

Jair Bolsonaro acabou mudando o seu comportamento recentemente. Conforme o publicado pelo G1, o presidente não esteve presente na manifestação reduzida, que chegou somente até a Praça dos Três Poderes. Portanto, essa postura por parte de Bolsonaro foi encarada como uma espécie de “vacina” para que comparações entre os dois atos fossem feitas.

Além disso, de acordo com o site citado, as manifestações democráticas do último domingo são fonte de preocupação para a gestão de Jair Bolsonaro. Isso acontece porque as manifestações contrárias ao governo estão acontecendo exatamente no mesmo contexto em que uma série de atos antirascistas estão tomando as ruas de algumas das principais cidades do mundo.

Tais protestos já ganharam as ruas de cidades como Los Angeles, nos Estados Unidos, e foram motivados pelo assassinato de George Floyd, vítima de violência policial.

É válido relembrar que ainda em 2019, algumas autoridades vinculadas ao governo de Bolsonaro temiam o impacto que as manifestações ocorridas no Chile pudessem ter no cenário nacional. Assim, de acordo com a percepção de um dos setores do governo, é necessário que um “ambiente de conflagração” seja evitado no Brasil atualmente.

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